Marta Gil foi intercetada em chamadas para traficante condenado em Lisboa, revelou o Correio da Manhã.
Atriz terá sido ouvida em onze contactos telefónicos
Marta Gil surge referida num processo de tráfico de droga em Lisboa, depois de a PSP ter intercetado onze chamadas da atriz para Nuno Ricardo Santos.
De acordo com a informação avançada, o homem foi condenado a cinco anos e meio de prisão por tráfico. No processo, ficou conhecido como o “Uber da droga”, devido à forma como abastecia os seus clientes.
A atriz, antiga concorrente do Big Brother, não sabia que as conversas estavam a ser monitorizadas pelas autoridades.
Nuno Ricardo Santos vendia várias substâncias
Durante vários meses, Nuno Ricardo Santos terá fornecido cocaína, comprimidos de MDMA, cetamina e selos de LSD. O Correio da Manhã teve acesso ao processo, onde são descritos vários contactos com clientes.
Marta Gil terá contactado Nuno Ricardo Santos em diferentes ocasiões. Uma dessas chamadas terá acontecido no dia do seu aniversário.
Quando foi confrontada, a atriz confirmou a amizade com Ricardo. Ainda assim, mostrou-se surpreendida com a actividade criminosa atribuída ao amigo.
Segundo a mesma informação, Marta Gil garantiu não saber que Nuno Ricardo Santos era traficante de drogas psicadélicas.
Expressão usada nas chamadas chamou a atenção
Nas conversas intercetadas, Marta Gil nunca terá referido directamente as substâncias. Em vez disso, terá usado expressões indirectas, entre elas 𝗘𝘅𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮̃𝗼: “𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗰𝗹𝗮́𝘀𝘀𝗶𝗰𝗼”.
Além disso, a atriz terá apresentado vários lapsos de memória durante o depoimento.
Em tribunal, ficou provado que o preço por dose variava entre cinco e 50 euros. A mãe de Nuno Ricardo Santos e um sócio também foram condenados, mas com penas suspensas.
Já a mulher de Ricardo, hospedeira de bordo, chegou a ser investigada. Porém, acabou absolvida por falta de provas.
Acórdão detalha valores da venda de droga
O acórdão foi lido a 28 de maio, no Campus de Justiça, em Lisboa. No documento, os juízes descreveram os valores praticados pelos arguidos.
Segundo o acórdão, “𝗢𝘀 𝗮𝗿𝗴𝘂𝗶𝗱𝗼𝘀 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗮𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗰𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗰𝗮𝗶́𝗻𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗽𝗿𝗲𝗰̧𝗼 𝗱𝗲 𝟱𝟬 𝗼𝘂 𝟲𝟬 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮, 𝗠𝗗𝗠𝗔 𝗽𝗼𝗿 𝘂𝗺 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿 𝘀𝗶𝘁𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 𝗲 𝗱𝗲𝘇 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗮𝘀𝘁𝗶𝗹𝗵𝗮”.
A decisão judicial condenou Nuno Ricardo Santos a cinco anos e meio de prisão.
Outras figuras públicas surgem mencionadas
Marta Gil não é a única figura pública referida no processo. José Carlos Pereira também terá sido intercetado numa chamada, em setembro de 2024.
De acordo com a informação divulgada, o encontro entre o ator e Nuno Ricardo Santos durou apenas alguns minutos.
O acórdão enumera ainda várias figuras públicas descritas como “𝗰𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗮 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗼 𝗮𝗿𝗴𝘂𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝗴𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗰𝗮𝗶́𝗻𝗮, 𝗰𝗲𝘁𝗮𝗺𝗶𝗻𝗮, 𝗟𝗦𝗗 𝗲 𝗠𝗗𝗠𝗔 𝗰𝗼𝗺 𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲”.
Além de Marta Gil e José Carlos Pereira, são mencionados Tiago Jaqueta, ex-concorrente do Casados à Primeira Vista, Irina Sustelo, médica e ex-namorada de José Carlos Pereira, e o judoca Jorge Fonseca.
Processo envolve clientes de várias áreas
A lista de clientes referida no processo não se limita ao meio televisivo, artístico ou desportivo. Segundo a informação avançada, inclui ainda funcionários da TAP, empresários, médicos e engenheiros informáticos especializados em inteligência artificial.
No centro do caso está a condenação de Nuno Ricardo Santos por tráfico de droga.
Quanto a Marta Gil, a atriz assumiu a amizade com Ricardo, mas terá garantido desconhecer a actividade criminosa pela qual o homem acabou condenado.

