José Tolentino de Mendonça lembra que “ainda temos tempo para nascer” e defende a arte de recomeçar

José Tolentino de Mendonça lembra que “ainda temos tempo para nascer” e defende a arte de recomeçar, nas redes sociais.

Nas redes sociais, o José Tolentino de Mendonça partilhou uma reflexão centrada na capacidade humana de recomeçar. O texto sublinha a ideia de que cada etapa da vida pode ser vivida como um novo nascimento.

O recomeço como presente essencial

Desde o início, o cardeal destaca que o recomeçar não é exceção, mas parte fundamental da existência. Para José Tolentino de Mendonça, essa possibilidade permanece sempre aberta.

“Ainda temos tempo para nascer, e isso constitui o presente mais surpreendente: a arte de recomeçar.”

Além disso, alerta para a diversidade dos caminhos possíveis, rejeitando modelos rígidos ou receitas universais.

“É importante lembrar que as maneiras de recomeçar não são padronizadas e que, na verdade, isso é algo bom.”

Dificuldades não anulam novos começos

Por outro lado, o cardeal chama a atenção para a tendência de associar novos inícios à facilidade. Segundo escreve, esse critério pode ser enganador.

“Não devemos fazer com que a possibilidade de nossos novos começos dependa da facilidade deles.”

Nesse sentido, reforça que os desafios não invalidam a esperança.

“Novos começos difíceis não significam necessariamente que sejam impossíveis ou, de alguma forma, inalcançáveis.”

Valor espiritual da vulnerabilidade

Ao longo do texto, José Tolentino de Mendonça reconhece a beleza dos períodos de harmonia, mas sublinha que a profundidade da vida também se revela na fragilidade.

“Não mergulharíamos apaixonadamente na substância da vida se não compreendêssemos também o que os atrasos, as lutas, as muitas facetas da vulnerabilidade ou mesmo as próprias feridas revelam.”

Segundo o cardeal, essa consciência faz parte do caminho espiritual.

Recomeçar como ato de fé

Na parte final da reflexão, o autor associa o recomeço a uma atitude corajosa, capaz de contrariar o conformismo e o fatalismo.

“Uma das coisas mais preciosas da nossa jornada espiritual é a certeza de que sempre temos tempo para recomeçar.”

E conclui com uma imagem forte, que liga recomeçar, nascer e crer.

“São eles que, mais cedo ou mais tarde, desafiam o fatalismo e se tornam parteiras de um milagre.”

A mensagem termina com uma síntese simbólica e espiritual.

“Aquele milagre que equipara o verbo ‘recomeçar’ a uma espécie de nascimento. E que equipara o verbo ‘nascer’ a crer.”

Foto: Facebook / José Tolentino Mendonça

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