Lura fala da maternidade e dos 30 anos de carreira: “Acho que cada vez mais, o amor tem de vencer”, assinalou.
Primeiramente, destacar que Lura é uma talentosa cantora e compositora cabo-verdiana, amplamente reconhecida por sua voz poderosa e pela capacidade de transmitir emoções profundas através de sua música.
Nascida em Lisboa, Portugal, de pais cabo-verdianos, Lura cresceu imersa na rica cultura musical de Cabo Verde, o que influenciou seu estilo e suas composições.
A artista é conhecida por sua habilidade em mesclar diferentes géneros musicais, incluindo morna, coladeira e outros ritmos tradicionais cabo-verdianos, com influências contemporâneas. Essa fusão resulta num som único que ressoa tanto com os amantes da música tradicional quanto com aqueles que procuram novas sonoridades.
Assim, nas canções de Lura fala-se de amor, saudade e a vida cotidiana, refletindo a experiência e a cultura do povo cabo-verdiano.
Lura ganhou reconhecimento internacional ao longo de sua carreira, participando de festivais e colaborações com outros artistas renomados. Seu álbum de estreia, “Di Korpu Ku Alma”, foi um marco que a apresentou ao mundo, e desde então, tem lançado uma série de álbuns aclamados, consolidando sua posição como uma das vozes mais importantes da música cabo-verdiana.
Além de sua carreira musical, Lura é uma defensora da cultura cabo-verdiana e promove a riqueza e a diversidade das tradições de seu país. A sua paixão pela música e pela cultura é evidente em cada apresentação, onde ela encanta o público com sua energia vibrante e carisma.
Ou seja, Lura é uma artista que não apenas representa a música de Cabo Verde, mas também a eleva, levando-a a novos públicos e celebrando a herança cultural de sua terra natal.
No dia 14 de Fevereiro, actua no Teatro Virgínia, em Torres Novas, no Festival Montepio Às Vezes o Amor. Assim, os bilhetes podem ser adquiridos AQUI.
Nesse sentido, a artista falou ao Infocul.pt sobre o espectáculo e também sobre a carreira.
“O coração está bom no amor à música, no amor à vida e no amor a tudo. O amor é sempre bem-vindo, estou feliz por fazer parte deste festival, porque nunca é demais falar sobre amor, falar dos afectos“, referiu.
Seguidamente, reforçou: “Acho que cada vez mais, o amor tem de vencer“.
Em Torres Novas, “podem esperar temas mais direcionados para o amor, vou adaptar, vai haver funaná na mesma, claro, mas com mais amor ainda“.
“O funaná por norma fala de outros temas, coisas mais quotidianas, que podem ter amor. Por acaso, agora fizeste-me pensar, em ir ver de qual o funaná que fala assim de um amor romântico. Já valeu a pena a entrevista”, destacou.
Seguidamente, referiu “este ano estou a preparar os meus 30 anos de carreira, que faço para o ano, já estou a gravar um disco. Sei que tenho este aspecto jovem, mas comecei muito cedo [risos]”.
“Estou a gravar um disco e a preparar uma série de eventos e até a formação de banda. Eu quero que tenha este meu retrato, passado, presente e talvez futuro, no sentido de direção, porque eu quero sempre ir aprendendo. Mas será um retrato daquilo que sou como cantora, pessoa, mãe“.
Nesse sentido, falou da maternidade: “Sem dúvida nenhuma, eu conheci o amor desde que fui mãe. O amor verdadeiro e incondicional sim“.
Por fim, abordou o que ainda pretende fazer na música.
“Falta fazer muita coisa, colaborações com artistas que admiro, continuar a cantar, eu estou na música por missão e por isso para mimfaz sentido continuar a cantar, conhecer diferentes estilos de música. Antes deste meu caminho, de voltar às raízes cabo-verdianas, eu já gostava de outros géneros musicais, nasci em Lisboa, temos o fado, gosto de soul, divirto-me muito com isso“, destacou.
“Claro que tenho a minha identidade e referências, mas sou rodeada de outras culturas e isso influncia também claro”, rematou.
