José Pinhal Post-Mortem Experience levam “amores mais picantes” a Aveiro e preparam despedida dos palcos após 10 anos, assinalaram.
Antes de mais, o amor também se dança. E é com essa energia festiva que os José Pinhal Post-Mortem Experience sobem ao palco em Aveiro, no dia 14 de fevereiro, integrados no Festival Montepio Às Vezes o Amor.
Desta vez, o concerto terá um recorte especial. A banda promete alinhar o repertório com o espírito do Dia dos Namorados.
Assim, a escolha das músicas será mais temática.
“Então, nós preparamos celebrar, como sempre, a vida e obra de José Pinhal, mas neste dia especial vamos tocar aquelas músicas mais dedicadas ao Amor, que no caso dele são bastantes.”
Amor, mas também espaço para solteiros
Ainda que o romantismo domine a noite, o grupo garante que ninguém fica de fora. Nem tudo será cor-de-rosa.
Questionados sobre o “desamor”, responderam com humor.
“O desamor? Nem tanto, mas uns amores mais picantes.”
E acrescentaram:
“Uma para os solteiros.”
Deste modo, a festa quer juntar casais, amigos e corações livres no mesmo espaço.
Dez anos de carreira e última digressão
Entretanto, 2025 marca um momento simbólico. O projeto celebra uma década de atividade, mas também prepara a despedida dos palcos.
O verão será o último capítulo da digressão.
“Estamos a fazer neste ano 10 anos de carreira, vai ser a nossa última digressão este verão. Vamos estar durante o ano a tocar uma agenda especial no verão, claro para as festas populares, as romarias que costumam levar-nos pelo país todo. E depois vai terminar nos coliseus, no Coliseu do Porto e também em Lisboa, que será o finalizar desta última jornada.”
Assim, os concertos finais em grandes salas encerram oficialmente o percurso ao vivo.
Missão cumprida com José Pinhal
Além disso, o grupo faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido. A meta principal sempre foi preservar e divulgar o legado de José Pinhal.
Segundo explicam, esse objetivo foi alcançado.
“Nós cumprimos a nossa missão, cumprimos todos os nossos objetivos que tínhamos enquanto grupo, enquanto conjunto. Honramos a memória do José Pinhal, tornámos o José Pinhal um nome conhecido no panorama da música, que era aquilo que nós nos tínhamos proposto. Por isso o balanço só pode ser positivo.”
Consequentemente, a decisão de terminar surge de forma natural.
Novos projetos já em andamento
Por outro lado, o fim da banda não significa parar. Os elementos continuam ligados à música, com vários caminhos paralelos.
Entre discos a solo, novas formações e trabalho editorial, a atividade mantém-se intensa.
Além disso, deixam uma reflexão sobre as dificuldades do circuito alternativo. Hoje, dizem, há menos salas e menos espaços para crescer.
Ainda assim, defendem que é preciso criar oportunidades.
O legado de Pinhal para novas gerações
Por fim, a herança artística permanece. Para o coletivo, o maior contributo de José Pinhal está nas próprias canções e na identidade vocal única.
“Acho que o maior legado foram as suas músicas, a voz dele ter se tornado a voz de um cantor conhecido, identificável, por grande parte das pessoas.”
E sublinham a importância cultural:
“Eu acho que a música que ele tocava, apesar de ser contextualizada dentro da música de baile da altura, dos anos 80, ele sempre teve uma escolha de músicas bastante diferentes em relação aos outros artistas. E então acho que ele, no fundo, para esta geração, serve também como porta de entrada para quem quiser conhecer mais sobre a música de baile.”
Última oportunidade para ver ao vivo
Em suma, o concerto de Aveiro junta celebração e nostalgia. Amor, baile e memória numa noite especial.
E, para quem quiser acompanhar o projeto até ao fim, fica o aviso: os últimos Coliseus serão mesmo a despedida.
Será a 9 de Outubro e 7 de Novembro.
