Manuel Luís Goucha aponta erros de português e deixa aviso: “Vou continuar a sê-lo”, afirmou nas redes sociais.
Manuel Luís Goucha recorreu às redes sociais, durante a tarde deste sábado, 25 de julho, para deixar uma “lição de português”.
O vídeo surgiu depois de Catarina Miranda ter comentado que o apresentador acompanha todos os seus movimentos no Instagram. Contudo, o rosto da TVI preferiu centrar a publicação nos erros que encontra diariamente na comunicação social.
Goucha exige mais cuidado aos profissionais
Logo no início do vídeo, Manuel Luís Goucha reconheceu que a língua portuguesa nem sempre é utilizada de forma correta na imprensa, na rádio e na televisão.
Por trabalhar há vários anos em comunicação, o apresentador considera que deve existir uma exigência acrescida para quem tem o português como principal ferramenta profissional.
“Eu fico muito irritado quando escuto erros em português através da comunicação social (…) por isso é que eu sou mais exigente perante os profissionais que usam o português enquanto ferramenta de trabalho”, afirmou.
Na opinião do comunicador, o domínio da língua parece ter perdido importância nos critérios de avaliação de quem procura uma carreira na área.
“Tu fostes” e “houveram festas” entre os exemplos
Manuel Luís Goucha começou por abordar erros na conjugação do pretérito perfeito simples, sobretudo na segunda pessoa do singular.
“Tu fostes, tu viestes, tu estivestes. Está errado, tu foste, tu vieste, tu estiveste (…) Houveram festas em toda a parte. Não, houve festas em toda a parte (…) Perca de tempo. Não, perda de tempo. Perca é peixe”, destacou.
O apresentador recordou que “fostes” deve ser utilizado com a segunda pessoa do plural, como acontece na expressão “vós fostes”.
Quanto ao verbo haver, Goucha explicou que a forma “houveram” é utilizada apenas em situações pouco frequentes. Como exemplo, apontou a frase “Eles houveram por bem aceitar”.
Erro ouvido no Dia de Camões
Durante a explicação, Manuel Luís Goucha recuperou ainda um episódio ocorrido a 10 de junho, durante as celebrações do Dia de Camões, em Angra do Heroísmo.
O apresentador contou ter ouvido uma repórter dizer “esperaria-se mais público”, quando comentava a reduzida afluência ao local.
Segundo Goucha, a construção correta seria “esperar-se-ia mais público”.
Pronúncia de “rubrica” também merece reparo
Outro dos exemplos escolhidos esteve relacionado com a pronúncia da palavra “rubrica”. O comunicador admitiu que também cometeu esse erro durante vários anos.
“Grande confusão com a palavra rubrica. É sempre rubrica. Não existe rubrica. Confesso que este era um erro que eu também cometia há uns anos. Sou um chato. Dir-me-ão alguns. Pois sou e vou continuar a sê-lo porque estou em defesa da língua portuguesa”, declarou.
Goucha aproveitou também para chamar a atenção para a redundância da expressão “há uns anos atrás”. O apresentador lembrou que a palavra “há” já remete para o passado, tornando desnecessário acrescentar “atrás”.
Apresentador defende importância da leitura
Além de corrigir os exemplos apresentados, Manuel Luís Goucha defendeu que a leitura continua a ser essencial para melhorar o vocabulário e a capacidade de análise.
“Ler não só permite desenvolver o nosso espírito crítico, dá-nos uma visão muito mais abrangente de várias questões, de vários temas”, afirmou.
Na mesma reflexão, acrescentou que a leitura “faz-nos pensar por nós próprios e não irmos encarneirada” e “enriquece o nosso léxico, o nosso vocabulário cada vez mais acanhado”.
Consciente de que a insistência nestas correções poderá incomodar algumas pessoas, o apresentador antecipou as críticas.
“Dir-me-ão” que é “um chato”, reconheceu. Ainda assim, garantiu: “Vou continuar a sê-lo”, por considerar que está “em defesa da língua portuguesa” e daquilo que “nos identifica da nossa matéria”.
Manuel Luís Goucha prometeu regressar ao tema num próximo vídeo. Nessa publicação, deverá abordar um erro relacionado com o verbo “cantar”, que diz ouvir “todos os domingos”.
Veja o vídeo AQUI.
