Margarida Corceiro estreia-se no cinema internacional e recebe elogio: “É a melhor interpretação até à data”, foi referido.
Foto: Margarida Corceiro – Instagram
Adriano Silva Martins levantou-se para aplaudir Margarida Corceiro no Cinema São Jorge. O gesto aconteceu na antestreia de “Tudo o Que Nunca Fomos”, o primeiro filme internacional da atriz portuguesa, já em exibição nas salas de cinema em Portugal desde quarta-feira, 3 de junho.
A produção adapta o romance homónimo da escritora espanhola Alice Kellen e junta Margarida Corceiro ao ator espanhol Maxi Iglesias. No programa “V+ Fama”, transmitido no V+ TVI, Adriano Silva Martins não escondeu o entusiasmo com aquilo que viu.
E foi bastante claro na avaliação: para o apresentador, este é o melhor trabalho de representação da atriz até agora.
Uma protagonista marcada pela perda
Em “Tudo o Que Nunca Fomos”, Margarida Corceiro interpreta Leah, uma jovem profundamente afetada por um acidente de automóvel que vitimou os pais.
A personagem, incapaz de permanecer sozinha, acaba por aceitar mudar-se temporariamente para a costa basca. É aí que entra Axel, interpretado por Maxi Iglesias, melhor amigo do irmão mais velho de Leah.
A história desenrola-se numa casa de madeira junto ao mar. Entre dias lentos, silêncio, dor e proximidade, começa a nascer uma ligação entre os dois.
Essa aproximação ajuda Leah a reerguer-se. Ao mesmo tempo, também leva Axel a encontrar um novo sentido para a própria vida.
Adriano Silva Martins aplaudiu de pé
Adriano Silva Martins esteve presente na antestreia, realizada no Cinema São Jorge, em Lisboa.
No “V+ Fama”, o apresentador contou que a entrada de Margarida Corceiro na sala foi recebida por si com emoção.
Disse: 𝐄𝐮 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐫𝐫𝐞𝐭𝐢𝐝𝐨, 𝐞𝐥𝐚 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨𝐮 𝐧𝐚 𝐬𝐚𝐥𝐚 𝐞 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐧𝐭𝐞𝐢-𝐦𝐞 𝐥𝐨𝐠𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐩𝐥𝐚𝐮𝐝𝐢𝐫. 𝐅𝐨𝐢 𝐦𝐚𝐫𝐚𝐯𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬𝐨.
A reação não ficou apenas pelo carinho à atriz. Depois de assistir ao filme, Adriano fez questão de sublinhar a evolução de Margarida Corceiro enquanto intérprete.
“Várias camadas interpretativas”
A prestação da atriz foi o ponto mais destacado pelo apresentador.
Adriano Silva Martins afastou a ideia de que o elogio pudesse partir apenas de admiração pessoal e fez uma avaliação direta ao trabalho de Margarida Corceiro no filme.
Afirmou: 𝐏𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐡𝐨𝐧𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐧ã𝐨 é 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐟ã: é 𝐚 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚çã𝐨 𝐝𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐚𝐫𝐢𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐫𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚𝐭é à 𝐝𝐚𝐭𝐚. É 𝐚 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐯á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐬𝐭𝐨𝐬, 𝐧ã𝐨 𝐯𝐨𝐮 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐬𝐩𝐨𝐢𝐥𝐞𝐫, 𝐦𝐚𝐬 𝐭𝐞𝐦 𝐯á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚 𝐝𝐨 𝐝𝐫𝐚𝐦𝐚 à 𝐩𝐚𝐢𝐱ã𝐨 𝐞 𝐧ã𝐨 é 𝐟á𝐜𝐢𝐥. 𝐎 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐚 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐯ê-𝐬𝐞 𝐚𝐥𝐢 𝐯á𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐜𝐚𝐦𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐌𝐚𝐠𝐮𝐢, 𝐞𝐬𝐭á 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐛é𝐧𝐬.
O elogio ganha peso por se centrar precisamente no desafio da personagem. Leah não é apenas uma figura romântica. É uma jovem em reconstrução, presa a uma perda e obrigada a reaprender a viver.
Primeiro passo internacional
“Tudo o Que Nunca Fomos” marca a estreia internacional de Margarida Corceiro no cinema.
Depois de vários trabalhos em televisão e de uma presença mediática constante, a atriz surge agora num projeto falado para um público mais amplo e com uma história vinda da literatura espanhola.
A aposta coloca Margarida num registo mais emocional, entre drama e romance, ao lado de Maxi Iglesias.
Nas salas portuguesas desde 3 de junho, o filme apresenta-se como um novo passo na carreira da atriz. E, pelo menos para Adriano Silva Martins, esse passo foi dado com segurança.
Margarida Corceiro não entrou apenas numa nova produção. Entrou também numa fase em que começa a ser avaliada noutro patamar.
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