Messi dorme 11 horas por dia: especialista explica um dos segredos da longevidade do craque argentino, no futebol.
Aos 39 anos, Lionel Messi continua a ocupar um lugar central na seleção argentina. Numa fase da carreira em que muitos jogadores já abandonaram os relvados, o capitão mantém-se entre os nomes mais decisivos do futebol.
A explicação não estará apenas no talento ou na preparação física. Segundo Eduard Estivill, especialista em Medicina do Sono, o descanso ocupa um lugar determinante na rotina do argentino.
Em entrevista ao Endor Podcast, o médico revelou o número de horas que Messi reserva diariamente para a recuperação.
“O Messi dorme onze horas, contando com as sestas.”
Sono ajuda Messi a recuperar do desgaste físico e mental
De acordo com o especialista, este período de repouso permite ao organismo concluir processos fundamentais para um atleta de alta competição.
Durante o sono, o corpo recupera a musculatura, regula a produção hormonal e reduz os efeitos da fadiga. Além disso, o descanso favorece os reflexos, a coordenação e a rapidez de decisão.
Eduard Estivill considera, por isso, que dormir deve ser encarado com a mesma seriedade dada aos treinos e à alimentação.
“Eles gastam muitíssimo a nível físico e mental. É preciso reparar o corpo completamente e a todos os níveis.”
O médico tem aconselhado atletas profissionais ao longo dos últimos anos, incluindo jogadores do Girona. As investigações realizadas pela sua equipa apontam para uma ligação entre a falta de sono e um maior risco de lesões musculares.
“Não descansar bem tem um impacto direto na força muscular, nos reflexos, na coordenação e na tomada de decisões em competição”, assegurou.
Cristiano Ronaldo também tem acompanhamento especializado
Lionel Messi não é o único futebolista a integrar o sono na preparação desportiva. Segundo Eduard Estivill, Cristiano Ronaldo segue uma rotina semelhante.
No caso do internacional português, existe mesmo acompanhamento profissional dedicado à organização dos períodos de descanso.
“O Cristiano até tem um ‘coach’ do sono, um treinador que lhe indica quantas horas deve dormir”, revelou o especialista.
Assim, as sestas passaram também a fazer parte do planeamento de várias equipas de topo. Os períodos de repouso são adaptados aos horários dos jogos e ao ritmo biológico de cada atleta.
Quando a técnica e a condição física já estão num patamar elevado, a recuperação pode representar uma das poucas áreas onde ainda existe margem para melhorar o rendimento.
Joe Cole provocou Messi antes da meia-final
Apesar do percurso construído ao longo de mais de duas décadas, Messi continua a ser alvo de provocações. Antes da meia-final do Mundial entre Inglaterra e Argentina, Joe Cole mostrou confiança numa vitória inglesa.
O antigo futebolista apontou diretamente ao capitão da seleção argentina, que chegava ao encontro entre os melhores marcadores da competição.
“Não têm qualquer hipótese. Vamos mandar o Messi dormir.”
A provocação surgiu quando o jogador procurava aproximar-se da conquista de um segundo Campeonato do Mundo. Aos 39 anos, Messi continua a somar minutos e a assumir responsabilidades dentro da equipa argentina.
O seu currículo inclui oito Bolas de Ouro, além de títulos nacionais, Ligas dos Campeões, uma Copa América e um Mundial.
Tito Vilanova destacava a mentalidade competitiva do argentino
Além do descanso, a capacidade de reagir aos momentos de maior pressão tem sido apontada como uma das principais características de Messi.
Tito Vilanova, que trabalhou de perto com o argentino no Barcelona, considerava que a vontade de vencer explicava parte da sua regularidade.
“O Messi não aceita a derrota porque é um vencedor e revolta-se contra as injustiças porque é um lutador”, afirmou o antigo treinador.
Segundo Vilanova, as entradas duras e as decisões desfavoráveis dos árbitros não retiravam Messi do jogo. Pelo contrário, levavam-no a assumir ainda mais a iniciativa.
“Por isso, quantas mais patadas lhe dão e pior apita o árbitro, mais pede a bola, mais procura o golo e melhor joga.”
Descanso também tem impacto fora do desporto profissional
A importância do sono não se limita aos atletas de alta competição. Os estudos referidos por Eduard Estivill defendem que dormir entre sete e nove horas pode beneficiar a memória, o sistema imunitário e o rendimento físico e intelectual.
Além disso, um descanso de qualidade é associado a uma redução do risco de doenças cardiovasculares.
Os casos de Messi e Cristiano Ronaldo mostram, assim, que dormir não representa uma interrupção do treino. Pelo contrário, a recuperação faz parte da preparação necessária para prolongar o rendimento ao mais alto nível.
