Miguel Sousa Tavares defende André Ventura: “não acho que a frase seja ofensiva, muito menos racista”

Miguel Sousa Tavares defende André Ventura: “não acho que a frase seja ofensiva, muito menos racista”, referiu.

Na noite de ontem, Miguel Sousa Tavares comentou a mais recente polémica de André Ventura.

Esta semana, no Parlamento, o deputado do Chega acusou os turcos de serem “preguiçosos”.

“Os turcos não são provavelmente conhecidos por ser o povo mais trabalhador do mundo”, atirou André Ventura.

Nessa altura, o presidente da AR disse: “senhoras e senhores deputados, não é necessário, o senhor deputado tem liberdade de expressão para se exprimir, tem absoluta liberdade de expressão para se exprimir e o julgamento do discurso político não é meu nem nenhum deputado aqui da Assembleia.”

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No Jornal Nacional, o comentador político defendeu: “Eu não acho que a frase seja ofensiva, muito menos racista, como já ouvi dizer de vários lados, porque, vamos lá ver, qual é a raça dos turcos? Por acaso são pretos, são amarelos, são encarnados? Eu nunca reparei que tivesse uma raça diferente da tua e da minha. Nunca a reparei. Portanto, não percebo o que é que há de racismo aqui”.

Porém, referiu que André Ventura teve uma declaração “racista” noutra ocasião.

“Nisso ninguém falou, foi aquilo que André Ventura foi dizer em Madrid, no comício das extremas direitas. Quando ele diz, temos que parar de receber, que temos que ser muçulmanos e islâmicos, isso é racismo e é um ataque às pessoas pela sua origem religiosa. Quer dizer, isso é que é grave. Essa expressão, essa afirmação dele é gravíssima”, disse.

“Eu acho extraordinário que ninguém tenha pegado nisso. Só tenha pegado nesta frase. A gente tem que ser mais redundante, que são islâmicos e muçulmanos”, acrescentou.

Assim, no Jornal Nacional, Miguel Sousa Tavares defende André Ventura: “não acho que a frase seja ofensiva, muito menos racista”.

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