Mundial 2026: RTP, SIC e TVI garantem 20 jogos em sinal aberto e Rafael Leão deverá cumprir castigo antes da estreia

Mundial 2026: RTP, SIC e TVI garantem 20 jogos em sinal aberto e Rafael Leão deverá cumprir castigo antes da estreia, segundo foi revelado.

O Campeonato do Mundo de 2026 já mexe com a televisão portuguesa, com a Seleção Nacional e com quem acompanha grandes eventos no terreno. RTP, SIC e TVI chegaram a acordo com a FIFA para transmitir, em conjunto, 20 jogos da competição em sinal aberto.

Além disso, a preparação da equipa portuguesa também trouxe dúvidas sobre Rafael Leão, expulso frente ao Chile. Pelo meio, Tânia Laranjo reagiu com humor a uma piada sobre a Seleção e Nuno Pereira voltou a ser notícia pelas consequências da agressão sofrida no Euro 2024.

Acordo histórico garante jogos de Portugal em sinal aberto

RTP, SIC e TVI adquiriram em conjunto os direitos de transmissão de 20 jogos do Mundial. O pacote inclui todos os encontros da Seleção Nacional, a partida de abertura, as duas meias-finais e a final.

Além disso, o acordo contempla outros jogos decisivos das várias fases da prova. A distribuição dos encontros por cada estação será anunciada em breve.

A parceria resulta de uma cooperação inédita entre os três canais generalistas. O objetivo passa por garantir acesso gratuito a um dos maiores eventos desportivos do mundo.

RTP destaca defesa do sinal aberto

Miguel Barroso, diretor de desporto da RTP, sublinhou a importância do entendimento entre os operadores portugueses.

“A resposta conjunta e determinada dos três operadores a um desafio exigente e complexo permitiu proteger o acesso livre e sem barreiras tecnológicas, dos portugueses, ao maior evento desportivo do ano. A RTP congratula-se com este acordo, que consagra o indispensável papel da TV em sinal aberto e do Serviço Público de Media na defesa dos direitos dos públicos”.

Assim, a RTP enquadra o acordo como uma resposta à necessidade de manter grandes eventos disponíveis para todos os portugueses.

SIC fala numa resposta “inteligente e responsável”

Também Daniel Oliveira, diretor-geral de entretenimento da Impresa, destacou a relevância da operação conjunta.

“Num mercado global altamente competitivo, esta aquisição conjunta representa uma resposta inteligente e responsável dos operadores portugueses. A SIC orgulha-se de ter participado ativamente na construção desta solução, que protege o acesso dos portugueses a conteúdos de enorme relevância e reforça o papel da televisão em sinal aberto nos grandes eventos internacionais”.

Por sua vez, a SIC valoriza a solução como uma forma de defender conteúdos de grande interesse público num mercado cada vez mais competitivo.

TVI sublinha compromisso com o público

José Eduardo Moniz, diretor-geral da TVI, alinhou pelo mesmo tom e reforçou a dimensão nacional da parceria.

“Esta parceria permite assegurar que os momentos mais relevantes do Mundial chegam a todos os portugueses, em sinal aberto. É uma resposta conjunta a um evento de elevado interesse público e um compromisso claro com o público e com o papel que a televisão em sinal aberto deve desempenhar em eventos de grande interesse nacional, assegurando uma cobertura abrangente, próxima e de qualidade”.

Com esta decisão, os três canais reforçam a centralidade da televisão em sinal aberto nos grandes acontecimentos desportivos.

Rafael Leão deverá falhar Nigéria, mas estar disponível para o Mundial

Entretanto, a expulsão de Rafael Leão no jogo de preparação frente ao Chile, no Jamor, levantou dúvidas sobre a sua presença na estreia de Portugal no Mundial.

O avançado viu cartão vermelho direto perto do intervalo. Ainda assim, tudo indica que o castigo será cumprido no particular frente à Nigéria, marcado para Leiria.

Segundo o enquadramento apresentado no texto-base, o Código Disciplinar da FIFA distingue jogos competitivos de jogos não competitivos. Por norma, sanções em particulares são cumpridas em encontros da mesma natureza.

Desta forma, Rafael Leão poderá ficar fora do próximo amigável, mas disponível para o arranque oficial frente à RD Congo. Ainda assim, a FIFA poderá sempre ajustar o castigo após analisar o relatório do árbitro.

Tânia Laranjo reage a piada sobre a Seleção

Nas redes sociais, Tânia Laranjo reagiu a uma piada em que era colocada como “defesa central” da Seleção Portuguesa por ser “forte na antecipação”.

A jornalista da CMTV começou por agradecer o tom das mensagens que tem recebido.

“Ainda me custa habituar a esta onda de amor. Sobretudo porque fica ainda mais intensa quando vem acompanhada de piadas”.

Depois, assumiu que a descrição lhe trouxe orgulho, mesmo reconhecendo o seu estilo.

“Aqui dizem que, se quiser, serei defesa da nossa seleção. Confesso que a descrição me deixa a rebentar de orgulho. Sim, às vezes passo a linha. Mas faço-o de coração. À minha maneira, também procuro defender o meu país”.

Tânia Laranjo ligou ainda a reação ao modo como entende o jornalismo.

“Escolhi o jornalismo como forma de o fazer. E aqui, nas redes sociais, escolhi exercê-lo de forma leve, próxima e, sempre que possível, com humor. Porque acredito que informar não tem de ser sinónimo de falar sério a toda a hora. Às vezes, uma boa piada aproxima mais as pessoas da notícia do que um discurso cheio de formalidades. Se, pelo caminho, arranco alguns sorrisos e até umas gargalhadas, então sinto que estou a cumprir a minha missão”.

Nuno Pereira continua marcado por agressão no Euro 2024

A proximidade de novo grande torneio voltou também a trazer à conversa o caso de Nuno Pereira. O jornalista da SIC foi agredido a 17 de junho de 2024, durante o Euro, na Alemanha, quando fazia um direto.

O empurrão de adeptos turcos provocou-lhe um ombro deslocado. Foi assistido no Hospital Universitário de Leipzig e chegou a ser ponderada uma cirurgia.

Mais tarde, Nuno Pereira continuou em reportagem até ao fim do campeonato. No entanto, as consequências prolongaram-se.

Nuno Luz, colega de reportagem, falou sobre o caso no podcast Jogo Pelo Jogo.

“Ele não vai a este Mundial porque tem estado de baixa. Foi atacado por uns turcos e a verdade é que esteve quase um ano de baixa e vai ficar marcado para o resto da vida.”

Depois, descreveu a gravidade das sequelas.

“Ele ficou mal, quase não consegue levantar o braço.”

Segurança dos jornalistas mudou após o incidente

O episódio teve efeitos na forma como os profissionais passaram a trabalhar em grandes competições. Segundo Nuno Luz, foram criadas condições mais protegidas para os jornalistas.

“Depois disto, os jornalistas começaram a ter um espaço reservado para poder filmar o autocarro, para poder estar numa zona reservada e não estar na zona de confusão, ainda por cima com os turcos que já tinham feito imensa confusão em redor do hotel da federação, arrancaram lona. E tinham o dom de chatear os jornalistas, atirar pedras…”

Assim, o caminho até ao Mundial 2026 cruza televisão, Seleção e bastidores da cobertura jornalística. Em sinal aberto, Portugal terá os jogos decisivos no ecrã. No terreno, continuam a pesar as exigências de segurança, exposição e pressão mediática.

Veja a publicação AQUI.

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