Padre Ricardo Esteves reflete sobre a dor: “A diferença não está na dor mas sim no que fazes com ela”

Padre Ricardo Esteves reflete sobre a dor: “A diferença não está na dor mas sim no que fazes com ela”, considerou.

O Padre Ricardo Esteves voltou a deixar uma mensagem de reflexão nas redes sociais. Desta vez, o sacerdote falou sobre a dor, não apenas como sofrimento, mas também como ponto de viragem na vida de cada pessoa.

Na publicação, o padre distingue dois tipos de dor: aquela que apenas magoa e aquela que, apesar de também ferir, pode transformar quem a atravessa.

A dor que prende e deixa marcas

Ricardo Esteves começou por explicar que nem todas as dores têm o mesmo efeito. Para o sacerdote, a diferença não está na intensidade, mas no que acontece depois.

Sabes… para mim só existem dois tipos de dor. E a grande diferença entre essas duas dores não está no quanto doem, porque ambas doem mesmo e, não há forma de fugir disso. A diferença está no que cada dor faz contigo.

A partir daí, o padre abordou a dor que deixa apenas sofrimento. Aquela que chega sem aviso, consome energia e pode tirar vontade de continuar.

A dor que magoa é só sofrimento. Ela chega, bate forte, traz tristeza, cansaço, mágoa… faz-te querer desaparecer, parar ou até mesmo desistir. Ela não traz nada além da dor.

Segundo Ricardo Esteves, quando uma pessoa fica presa ao que aconteceu, corre o risco de deixar que essa dor a enfraqueça ainda mais.

Se ficas só a sofrer nessa dor, a remoer o que aconteceu, a achar que a vida é injusta, madrasta e paras de caminhar… essa dor só te vai deixar mais ferida, mais triste e mais fraca.

Quando a dor também pode ensinar

No entanto, a reflexão não fica apenas no sofrimento. O Padre Ricardo Esteves defende que existe uma dor capaz de modificar a vida, mesmo quando chega com força.

Ela passa sim, como tudo na vida passa, mas se não olhares para ela com atenção, ela vai embora sem deixar nada de bom… só a marca do sofrimento. Já a dor que modifica também dói, igual ou até mesmo mais forte, mas ela vem como um aviso.

Essa dor, escreveu o sacerdote, pode revelar escolhas erradas, relações que não fazem bem ou sinais de que é preciso cuidar melhor de si.

Ela chega para te mostrar que algo não vai bem, que erraste em alguma escolha, que há pessoas que não merecem estar a teu lado, que estás a cuidar pouco de ti… ou que és capaz de aguentar coisas que consideravas impossíveis.

Neste ponto, Ricardo Esteves apresenta a dor como uma espécie de alerta. Não a romantiza, mas sugere que ela pode obrigar a olhar para dentro.

Sofrer ou transformar

Para o padre, a mudança acontece quando a pessoa decide escutar aquilo que a dor está a tentar revelar.

Essa dor, sabes, quando páras para entender o que ela te quer dizer, deixa de ser só sofrimento e transforma-se em lição. Ela faz mudar o teu jeito, a tua atitude, até mesmo mudares de caminho. Faz-te crescer, amadurecer e viveres livre.

A mensagem ganha depois um tom mais direto. Ricardo Esteves sublinha que cada pessoa tem uma escolha depois de ser atingida pela dor.

A diferença não está na dor mas sim no que fazes com ela depois que ela chega. Tu escolhes: podes só sofrer, deixar que ela te paralise e segues a vida que tinhas anteriormente.

Mas há, segundo o sacerdote, outro caminho possível. Um caminho que não apaga a dor, mas tenta dar-lhe sentido.

Ou então, podes pegar em tudo o que a dor te ensinou, aprender com cada pedacinho e usares isso para seres uma pessoa melhor, mais forte e mais preparada.

Uma mensagem de fé e superação

Na parte final da publicação, o Padre Ricardo Esteves deixou uma ideia de permanência. A dor passa, mas aquilo que ensina pode ficar para sempre.

Toda a dor um dia passa mas o que ela te ensina, o que ela mudou dentro de ti, isso fica para sempre. E sabes, isso faz toda a diferença na tua vida. Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração🙏❤️🍀

Com esta reflexão, Ricardo Esteves volta a usar as redes sociais como espaço de mensagem espiritual e humana. Desta vez, o apelo é simples: não deixar que a dor seja apenas ferida, quando também pode ser aprendizagem.

Veja a publicação AQUI.

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