Pedro Chagas Freitas: “A escola não pode ser um armazém de corpos sentados, de mentes entorpecidas”, assinalou.
Nas redes sociais, o escritor partilhou mais um excerto do seu recente livro, Hospital de Alfaces.
“A escola não pode ser uma fábrica de cansaço. A escola não pode ser um armazém de corpos sentados, de mentes entorpecidas, de almas em contagem decrescente para o intervalo. Queremos crianças curiosas, mas damos-lhes programas escolares com teias de aranha. Queremos professores inspiradores, mas damos-lhes grelhas, metas, direcções, pouco tempo para respirar“, lê-se.
“A escola tem de ser um lugar de vida — não de sobrevivência. A escola não pode ser uma prisão com powerpoints. A escola não pode ser um espaço onde tudo é controlado, avaliado, normalizado. Formar pessoas não é o mesmo que embalar caixas. Passamos a vida a dizer que os miúdos não querem aprender. Os miúdos querem aprender. Não querem é definhar“, continuou.
“A escola tem de ser o sítio onde todos querem estar: crianças e adultos. A escola tem de deixar de formatar para poder despertar. Nesse dia, nenhum professor, nenhum aluno, vai fingir uma dor de cabeça para faltar às aulas”, rematou.
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