Pedro Chagas Freitas emociona com reflexão sobre amor e perdão: “Que burro é o ódio”

Pedro Chagas Freitas emociona com reflexão sobre amor e perdão: “Que burro é o ódio”, assinalou nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas voltou a partilhar nas redes sociais textos marcados por um tom íntimo, emocional e reflexivo. Nos últimos dias, o escritor abordou temas como o perdão, a mudança, o vazio, a vida intensa e o amor que resiste quando tudo parece faltar.

Desta vez, as publicações não partiram de grandes acontecimentos. Pelo contrário, nasceram de frases simples, de uma conversa entre pai e filho e de pensamentos sobre aquilo que fica quando caem as aparências.

Uma conversa que desmonta a ideia de vilão

Numa das publicações, Pedro Chagas Freitas começou por recordar um diálogo sobre alguém que roubou presentes de Natal. A conversa parecia encaminhar-se para uma leitura simples sobre culpa, mas acabou por ganhar outro sentido.

O autor escreveu:

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**“- Pai, ele roubou os presentes de Natal dos outros meninos?

  • Sim, deve ser o vilão.
  • Não, não é muito vilão.
  • Porquê?
  • Porque ele estava triste porque nunca recebeu um presente de Natal e só queria saber como era.”**

A partir daí, Pedro Chagas Freitas transformou a resposta numa reflexão sobre empatia. Para o escritor, há uma aprendizagem diária nesse olhar sem crueldade.

“Ensinas-me todos os dias a inutilidade do ódio. O que és, o que fazes, o que provocas, é amor. Um amor despojado, sem vaidades, sem complicações.”

Logo depois, o texto avançou para uma crítica direta ao ressentimento. Pedro Chagas Freitas assumiu que não quer agir em nome de inimizades, vinganças ou invejas.

“Hoje sei que não odiarei mais, que nunca agirei em nome de uma qualquer inimizade.”

O ódio, a vingança e a inveja vistos como caminhos inúteis

Além disso, a publicação insistiu numa ideia: quem vive para ferir os outros acaba por se destruir também. O autor escreveu-o sem rodeios.

“Que burro é o ódio. Quem vive para estragar a vida dos outros está a estragar a sua própria vida.”

Depois, Pedro Chagas Freitas estendeu essa crítica à vingança e à inveja. No texto, o escritor defendeu que castigar o outro não cura a dor de quem foi magoado.

“Que burra é a vingança, a necessidade de castigar o outro pelo erro que nos magoou, magoando-o também.”

Também a inveja surgiu como um bloqueio à felicidade própria. O autor escreveu:

“Que burra é a inveja, o não ver na felicidade do outro um bom começo para a nossa própria felicidade.”

Porém, a reflexão não se ficou pela crítica. Pedro Chagas Freitas pediu compreensão para a falha humana, mesmo quando essa falha magoa.

“Que burra é a incapacidade de perdoar, de entender a falha do outro, a insuficiência do outro.”

“Quem fere fere-se mais ainda”

Mais à frente, o escritor reforçou a ideia de que ninguém fica intacto quando escolhe ferir. A frase surgiu como uma das passagens mais fortes da publicação.

“Quem fere fere-se mais ainda, quem magoa magoa-se mais ainda. A vingança é tóxica, oca.”

Nesse mesmo tom, Pedro Chagas Freitas deixou outra imagem dura sobre quem vive preso ao desejo de castigar.

“Quem quer ser o pesadelo do outro nunca saberá sonhar.”

Ainda assim, o texto acabou por apontar uma saída. Para o autor, a resposta deve passar pelo amor, pela compreensão e pela recusa de viver agarrado ao ressentimento.

“As correntes de amor trazem liberdade; as correntes de ódio aprisionam, são garrotes apertados no pescoço.”

A vida intensa, imperfeita e fora do modo automático

Noutra publicação, Pedro Chagas Freitas escreveu num registo mais poético. O texto partiu da ideia de que uma vida sem intensidade, erro ou desassossego talvez não seja vida verdadeira.

Logo no início, o escritor deixou uma sequência marcada pelo ritmo:

“se não queima, se não arde, se não te mata de saudade,
se não te faz gritar, saltar, dançar, até aqui e ali chorar,
se não tem erros, falhas, coisas que ficam aquém, dores que vão além”

Depois, a publicação aproximou dor e descoberta. Para Pedro Chagas Freitas, aquilo que fere também pode revelar quem alguém é.

“se não te tira de ti e te leva até ti, se não é desespero e salvação,
não,
não é vida, não é o que queres”

Entretanto, o autor deixou outro aviso. O problema não está apenas no vazio ou no tédio, mas na fuga constante ao silêncio.

“não temas o vazio do tédio, pois é nele que nasce o génio,
não temas o ócio culpado, pois é nele que chegas a outro lado”

O perigo de andar sem saber porquê

No mesmo texto, Pedro Chagas Freitas apontou o ruído e a falta de direção como ameaças maiores do que o silêncio.

“Teme apenas a urgência do ruído, aqueles que fogem do silêncio sentido”

Logo a seguir, o escritor resumiu o perigo de viver em movimento, mas sem sentido.

“Teme apenas andar sem saber para onde, para quê, andar para a frente sem nenhum porquê”

A reflexão abriu depois para uma imagem mais ampla. Pedro Chagas Freitas falou de pessoas presentes no mundo, mas ausentes de si próprias.

“Por todo o lado há quem esteja em lado nenhum”

Também por isso, o final da publicação foi construído como um apelo à mudança. Não uma mudança feita para agradar, mas uma mudança aceite como evolução.

“quando te disserem que não és quem eras, agradece o elogio, sorri,
e continua a mudar,
e continua a continuar,
e continua.”

O amor que se prova quando nada sobra

Por fim, Pedro Chagas Freitas deixou uma terceira reflexão, mais curta, mas com a mesma carga emocional. Desta vez, o tema foi o amor nos momentos de perda.

O escritor começou com uma frase dura:

“Se queres testar um amor: torna-te num perdedor.”

Depois, explicou que é na queda, e não no sucesso, que se percebe quem ama verdadeiramente.

“É quando perdes, naquele momento em que nada tens para oferecer, naquele momento em que vales menos que um tostão furado, que percebes quem te ama.”

No fecho, Pedro Chagas Freitas deixou a ideia mais forte da publicação. Para o autor, ser amado quando nada se tem é, afinal, a maior forma de riqueza.

“Se te abraça quando nada tens: então é amor.
Se te abraça quando nada tens: então tens tudo.”

Assim, os três textos partilhados pelo escritor acabam por se encontrar no mesmo ponto: o amor que liberta, a vida que exige coragem e a mudança que não deve ser vista como perda.

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