Pedro Chagas Freitas emociona ao partilhar lição do filho: “Pensar em coisas boas faz-nos sentir coisas boas”

Pedro Chagas Freitas emociona ao partilhar lição do filho: “Pensar em coisas boas faz-nos sentir coisas boas”, disse.

Pedro Chagas Freitas voltou a transformar um momento familiar numa reflexão pública. Num texto partilhado nas redes sociais, o escritor revelou uma conversa com o filho, de oito anos, e partiu daí para falar sobre pensamento, medo, adaptação, liberdade e amor.

A publicação nasce de uma pergunta simples. Mas, como tantas vezes acontece nos textos do autor, é na simplicidade que se encontra o peso maior.

A frase do filho que deu origem à reflexão

Nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas começou por partilhar o diálogo que teve com o filho. Uma troca curta, directa, mas carregada de sentido:

“𝗦𝗮𝗯𝗲𝘀 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗯𝗼𝗮𝘀, 𝗽𝗮𝗶?

𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂ê?

𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇-𝗺𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗯𝗼𝗮𝘀.”

A partir desta frase, o escritor olhou para a criança como alguém que, apesar da idade, já encontrou ferramentas para lidar com aquilo que pesa.

“𝗘́𝘀 𝘂𝗺 𝗺𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝗶𝘁𝗼 𝗮𝗻𝗼𝘀. 𝗩𝗶𝘃𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗼́𝘀 𝗲𝗺 𝗱𝗲́𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀. 𝗗𝗲𝘀𝗰𝗼𝗯𝗿𝗶𝘀𝘁𝗲 𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀, 𝗳𝘂𝗴𝗮𝘀, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗮𝗽𝗲𝗿𝘁𝗮, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗿𝗲𝘀𝘁𝗿𝗶𝗻𝗴𝗲, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗲𝗱𝗲. 𝗧𝗲𝗻𝘀 𝗼 𝘀𝗮𝗯𝗲𝗿 𝗴𝗲𝗻𝘂𝗶́𝗻𝗼, 𝗼 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀, 𝗱𝗮 𝗮𝗱𝗮𝗽𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼. 𝗘́𝘀 𝘂𝗺 𝗵𝗲𝗿𝗼́𝗶 𝗱𝗶𝗮́𝗿𝗶𝗼.”

A importância do pensamento na forma como se vive

No texto, Pedro Chagas Freitas não trata a frase como uma curiosidade infantil. Pelo contrário, transforma-a numa ideia central: aquilo que pensamos também molda aquilo que sentimos.

“𝗣𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗯𝗼𝗮𝘀 𝗳𝗮𝘇-𝗻𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗯𝗼𝗮𝘀.”

Depois, o escritor alarga a reflexão. Para Pedro Chagas Freitas, o pensamento não é apenas uma consequência da vida. É também uma forma de a atravessar.

“𝗛𝗼𝗷𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀, 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗮𝘀𝘁𝗲. 𝗘́ 𝗼 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀. 𝗡𝗶𝗻𝗴𝘂𝗲́𝗺 𝗲́ 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲. 𝗦𝗼𝗺𝗼𝘀 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗲 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀.”

A partir daí, a publicação ganha uma dimensão mais profunda. Sobreviver, sugere o escritor, não passa apenas por continuar vivo. Depende também da forma como se vive.

“𝗡𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃𝗲 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗻𝘂𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮; 𝗮 𝗺𝗮𝗻𝘂𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗲́ 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝘃𝗶𝘃𝗲.”

O carrossel como fuga ao medo

Mais à frente, Pedro Chagas Freitas usa a imagem do carrossel para falar de liberdade. No texto, esse momento surge como uma espécie de pausa na realidade, longe da dor e dos olhares dos outros.

“𝗤𝘂𝗲𝗺 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗲́ 𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲. 𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗼𝘀𝘀𝗲𝗹, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗻𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗼𝘀𝘀𝗲𝗹, 𝘀𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗘𝘀𝘁𝗮́𝘀 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗲 𝗱𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼, 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗲 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗺𝗮𝗴𝗼𝗮. 𝗘́𝘀 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗲. 𝗩𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗱𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗘 𝘃𝗮𝗶𝘀.”

Nesse ponto, a publicação deixa de ser apenas sobre uma conversa entre pai e filho. Passa a ser também sobre a necessidade de encontrar lugares onde se possa respirar.

“𝗔 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲́ 𝗼 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝘀𝗼𝗹𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘁𝗶𝗿𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗲 𝗮 𝗺𝗼𝗰𝗵𝗶𝗹𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼𝘀, 𝗱𝗮𝘀 𝗹𝗶𝗺𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀, 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗹𝗲𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝘀 𝗼𝗹𝗵𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝗼𝘀 𝗱𝗲𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗽𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀, 𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀.”

“Talvez o amor seja isso”

O texto termina com uma imagem serena: a criança no carrossel, longe do medo e a sós com a felicidade. É nesse ponto que Pedro Chagas Freitas aproxima a liberdade do amor.

“𝗔𝗹𝗶, 𝗻𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗼𝘀𝘀𝗲𝗹, 𝗲𝘀𝘁𝗮́𝘀 𝗮 𝘀𝗼́𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗳𝗲𝗹𝗶𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗧𝗮𝗹𝘃𝗲𝘇 𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝘀𝗲𝗷𝗮 𝗶𝘀𝘀𝗼.”

Com esta partilha, Pedro Chagas Freitas volta a dar visibilidade a uma lição nascida dentro de casa. Desta vez, foi uma criança a lembrar que pensar no que faz bem pode ser também uma forma de sobreviver ao que pesa.

Veja a publicação AQUI.

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