Pedro Chagas Freitas emociona no Dia da Mãe: “Ensinou-me a sentir sem moderação”

Pedro Chagas Freitas emociona no Dia da Mãe: “Ensinou-me a sentir sem moderação”, assinalou.

Escritor deixou uma homenagem à mãe nas redes sociais

Pedro Chagas Freitas assinalou o Dia da Mãe com uma mensagem intensa e profundamente pessoal nas redes sociais.

Além disso, o escritor partilhou uma reflexão sobre a mãe, afastando a ideia de perfeição e aproximando-a da condição humana. No texto, destacou-lhe a força, a entrega, as contradições e a forma como o ensinou a viver os afectos.

Uma mãe feita de emoção, força e verdade

Na publicação, Pedro Chagas Freitas começa por descrever a mãe como alguém que sente sem filtro e vive sem contenção.

“A minha mãe é humana. É carne, nervo, fogo, dor, contradição, alegria. Sente tudo, vive tudo. Poucos se atrevem tanto assim. Ensinou-me a sentir sem moderação, a não medir o beijo, a não racionar as palavras que sinto, os abraços que dou. Isso é tudo mais importante do que qualquer emprego, qualquer carro, qualquer diploma pendurado na parede, qualquer prémio profissional.”

Assim, a homenagem não se constrói em torno de uma imagem idealizada. Pelo contrário, nasce da imperfeição, da intensidade e da presença.

“Somos sobretudo aquilo que nunca passa”

Depois, o escritor assume que a relação entre ambos também teve diferenças e desacordos. Ainda assim, sublinha aquilo que permaneceu acima de tudo.

“Não somos iguais. Já discordámos muito. O que nunca passou foi o colo, o ombro, a casa de partida e de chegada que não passa. Somos sobretudo aquilo que, passe o que passar, nunca passa.”

Entretanto, esta passagem reforça a ideia central da publicação. Para Pedro Chagas Freitas, o amor materno resiste às diferenças e atravessa os momentos difíceis.

O “amor-mãe” como amor absoluto

Mais à frente, o escritor dá nome ao sentimento que associa à mãe. Chama-lhe “amor-mãe”, uma expressão que usa para definir um amor total.

“A minha mãe deu-me a primeira certeza da minha vida: amá-la. O amor dela não é um monumento imaculado; é uma coisa viva, cansada, por vezes é uma barafunda. Ama-me o amor de mãe: o “amor-mãe”. Devia haver uma palavra assim: “amor-mãe” é o amor total, absoluto, de quem morre por quem ama. É o amor que sabe esperar, que se parte mil vezes mas volta a ser inteiro mil e uma vezes.”

Além disso, o texto destaca um amor que não surge como algo perfeito. Surge antes como uma força viva, marcada pelo desgaste, pela espera e pela capacidade de recomeçar.

Pedro Chagas Freitas agradece à mãe

Por fim, Pedro Chagas Freitas termina a mensagem com uma referência à perda do pai e à forma como a mãe continua a seguir caminho.

“Hoje é o Dia das mães. A minha continua a rir, a chorar, a abraçar, a continuar. Perdeu o meu pai ao lado. Caiu, está viva, continua a tentar. Caminha a sorrir sempre que possível no seu planeta particular a arder. Eu agradeço-lhe. Obrigado por me teres mostrado que não temos de ter vergonha de sentir até ao osso.”

Desta forma, a publicação transforma o Dia da Mãe numa declaração de gratidão. Mais do que celebrar uma figura ideal, Pedro Chagas Freitas homenageia uma mãe real, marcada pela vida, mas ainda inteira no amor.

Veja a publicação AQUI.

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