Pedro Chagas Freitas reage a avanço contra cancro do pâncreas e arrasa quem “apouca a ciência”

Pedro Chagas Freitas reage a avanço contra cancro do pâncreas e arrasa quem “apouca a ciência”, nas redes sociais.

“Choraram eles e chorei eu.” Foi desta forma que Pedro Chagas Freitas reagiu, nas redes sociais, a uma notícia sobre um fármaco inovador ligado ao tratamento do cancro do pâncreas.

Na imagem partilhada pelo escritor, lia-se que oncologistas “choraram e aplaudiram de pé” perante resultados de um medicamento que, segundo o título da notícia, “duplicou o tempo de vida a doentes com cancro do pâncreas e reduziu 60% o risco de morte”.

A reação de Pedro Chagas Freitas não ficou pela emoção. O autor fez também uma defesa firme da ciência e deixou críticas duras a quem desvaloriza o trabalho científico.

“Quero ser do tempo em que o cabrão do cancro se tornou manejável”

O escritor começou por assumir o impacto emocional da notícia. A possibilidade de avanços no combate ao cancro levou-o a escrever uma mensagem carregada de esperança, mas também de raiva contra a doença.

Pedro Chagas Freitas afirmou: “Choraram eles e chorei eu. Acho que choraram muitos, acho que temos de chorar todos. Eu quero ser do tempo em que o cabrão do cancro se tornou manejável, suportável. Sou do tempo em que isso aconteceu com a SIDA. De letal, de demónio, passou a mais uma doença crónica controlável.”

Depois, resumiu o desejo que atravessa toda a publicação: “Sonho com isso para esta besta.”

A frase é crua, mas compreensível. Quando se fala de cancro, a delicadeza fica muitas vezes curta para o tamanho da dor.

“Todos os dias recebo mensagens”

Pedro Chagas Freitas explicou ainda que contacta diariamente com histórias de pessoas e famílias afetadas pela doença.

O escritor descreveu o peso dessas mensagens e aquilo que o cancro provoca em quem vive de perto um diagnóstico.

Na publicação, escreveu: “Todos os dias recebo mensagens de irmãos, pais, mães, filhos, primos, amigos, tios, de quem está a ser devastado por este merdas miserável. O que ele faz às famílias, às pessoas, é excruciante, de um excruciante que nem sei classificar. Temos de dar cabo do inclassificável. Quem trabalha contra ele é o melhor amigo de tantos, tantos; de todos, na verdade.”

Neste ponto, a reação deixa de ser apenas pessoal. Passa a representar também quem acompanha a doença de fora, muitas vezes sem poder fazer mais do que esperar.

Elogio aos cientistas e investigadores

Perante a notícia partilhada, Pedro Chagas Freitas fez questão de homenagear quem trabalha na investigação e no desenvolvimento de respostas contra o cancro.

O escritor deixou uma declaração pública de gratidão e disponibilidade.

Escreveu: “Aplaudo de pé, choro de pé, curvo-me, disponibilizo-me para fazer o que puder para ajudar no que for preciso.”

A escolha das palavras mostra um reconhecimento raro. Não se trata apenas de admirar a descoberta. Trata-se de reconhecer o trabalho invisível que, fora dos holofotes, pode mudar a vida de milhares de pessoas.

“Há idiotas a querer apoucar a ciência”

Na parte mais dura da publicação, Pedro Chagas Freitas apontou o dedo a quem desvaloriza a ciência.

O autor considerou perigoso o tempo atual e criticou quem coloca em causa o trabalho científico sem conhecer o sofrimento provocado por doenças graves.

Pedro escreveu: “Vivemos um espaço de tempo perigoso. Por todo o lado há idiotas a querer apoucar a ciência. Patetas. Não sabem o que custa uma doença crónica, não sabem o peso de uma seringa espetada na veia de quem amamos, não sabem o que custa empurrar dias a fio um carrinho de medicação por um corredor de um hospital, não sabem o cheiro, o som, dos Cuidados Intensivos, não sabem como se suporta a angústia de um diagnóstico. Não sabem nada. Fazê-los famosos é uma estupidez que cabe a nós corrigir. Vamos fazer estes, os que fazem estes milagres de verdade, famosos.”

A crítica é direta. Para o escritor, a atenção pública deve virar-se para cientistas, investigadores e profissionais que contribuem para avanços reais.

“Adoro-vos, cientistas, investigadores”

No final, Pedro Chagas Freitas deixou uma espécie de manifesto sobre quem deveria ocupar mais espaço mediático.

O escritor afirmou: “Eu acredito que só as boas pessoas e os grandes profissionais deviam ser famosos.”

Depois, questionou os seguidores: “Também acham?”

E terminou com uma declaração curta, dirigida a quem trabalha na ciência: “Adoro-vos, cientistas, investigadores. Adoro-vos.”

A publicação surge como reação a uma notícia médica, mas vai além dela. É uma defesa da investigação, da esperança e da necessidade de valorizar quem trabalha contra uma doença que continua a devastar famílias.

Sem nomear o fármaco ou detalhar o estudo, Pedro Chagas Freitas centrou-se no essencial: quando a ciência avança, há quem chore por aquilo que ainda pode ser salvo.

Veja a publicação AQUI.

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