Pedro Chagas Freitas rejeita elogios aos pais que cuidam dos filhos: «Pai não ajuda. Pai é pai»

Pedro Chagas Freitas rejeita elogios aos pais que cuidam dos filhos: «Pai não ajuda. Pai é pai», destacou o escritor.

O escritor defendeu que acompanhar a educação e o quotidiano de uma criança não representa uma ajuda prestada à mãe, mas uma responsabilidade inerente à paternidade.

Pedro Chagas Freitas partilhou uma reflexão sobre a forma como o envolvimento dos homens na vida dos filhos ainda é tratado como algo excecional. Numa publicação no Instagram, o autor rejeitou a ideia de que um pai «ajuda» a mãe quando assume tarefas relacionadas com a criança.

«Pai não ajuda. Pai não auxilia a mãe. Pai não é herói por cuidar do filho, por mudar fraldas, por dar a sopa. Pai não é excecional porque se dedica ao filho, porque coloca o filho no topo das prioridades, à frente, bem à frente, de tudo o resto», escreveu.

«Pai não é um fora-de-série sempre que é pai»

O escritor considerou que atos como brincar, conversar, alimentar, cuidar da casa ou acompanhar os filhos à escola fazem parte da paternidade e não devem ser encarados como gestos merecedores de reconhecimento extraordinário.

«Pai não merece aplausos porque está com o filho, não merece que lhe façam vénias porque se entrega ao filho, porque conhece o filho, porque brinca com o filho, conversa com o filho, limpa e arruma a casa depois de o filho brincar, e antes também, porque o vai levar ou buscar à escola, porque lhe dá o biberão. Pai não é um fora-de-série sempre que é pai. Pai é pai. E pai tem de ser isso tudo», continuou.

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Pedro Chagas Freitas reconheceu que a experiência também envolve cansaço e dificuldades, mas destacou o privilégio de acompanhar o crescimento de uma criança.

«E não faz nada de extraordinário, só faz o extraordinário maior que é ser pai. Tem de agradecer o privilégio que tem, a magia que tem, a vida que de repente está unida à sua. Pai é pai. Pode cansar às vezes, desgastar às vezes, parecer uma montanha difícil de escalar às vezes», acrescentou.

A terminar, o escritor resumiu a relação que mantém com a paternidade: «Pai é pai e não conheço nada melhor que ser pai».

A reflexão surge numa altura em que Pedro Chagas Freitas continua a divulgar o seu mais recente livro, «Benjamim e os Dias Cheios de Nada».

Veja a publicação AQUI.

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