Preço das casas em Portugal sobe 8,7% em outubro — Lisboa continua a liderar como cidade mais cara, segundo o Idealista.
Mercado imobiliário mantém tendência de crescimento com destaque para Beja, Santarém e Portalegre
O preço das casas em Portugal subiu 8,7% em outubro face ao mesmo mês de 2024, de acordo com o mais recente índice de preços do Idealista. No final do mês, o valor mediano por metro quadrado atingiu os 2.970 euros, confirmando uma subida trimestral de 1,5%.
Beja, Santarém e Portalegre lideram aumentos anuais
Os preços aumentaram em todas as 19 capitais de distrito e regiões autónomas, com Beja (30,6%), Santarém (27,8%) e Portalegre (24,1%) a registarem as maiores subidas face a 2024. Logo a seguir surgem Guarda (21%), Setúbal (19,2%) e Ponta Delgada (12,6%).
Por outro lado, Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com um preço médio de 5.886 euros por metro quadrado. O Funchal (3.907 euros/m2) e o Porto (3.844 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.
Outras cidades mantêm preços elevados: Faro (3.370 euros/m2), Setúbal (2.964 euros/m2), Aveiro (2.705 euros/m2), Évora (2.516 euros/m2) e Ponta Delgada (2.364 euros/m2). Já Portalegre (1.003 euros/m2) e Guarda (1.005 euros/m2) continuam entre as cidades mais acessíveis.
Açores e Alentejo com as maiores subidas regionais
A análise regional mostra que o aumento dos preços atingiu todas as zonas do país. A Região Autónoma dos Açores lidera as subidas, com uma variação anual de 20,8%, seguida pelo Alentejo (18,7%), Região Autónoma da Madeira (15,6%), Centro (11%), Área Metropolitana de Lisboa (9,6%), Algarve (9,3%) e Norte (6,5%).
Mesmo com esta tendência de crescimento generalizado, a Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara, com um preço médio de 4.151 euros por metro quadrado.
Segue-se o Algarve (3.849 euros/m2), a Madeira (3.684 euros/m2) e o Norte (2.471 euros/m2). As regiões dos Açores (1.931 euros/m2), Alentejo (1.904 euros/m2) e Centro (1.651 euros/m2) continuam a ser as mais acessíveis para quem procura habitação.
Subidas expressivas também nos distritos e ilhas
O aumento dos preços também se verificou nos distritos e ilhas portuguesas. As maiores variações ocorreram em Porto Santo (29,9%), Terceira (21,5%), São Miguel (20,5%) e São Jorge (20,2%). No continente, Santarém (19,6%), Setúbal (18,5%), Beja (16,1%) e Castelo Branco (15,9%) destacaram-se pelas subidas mais acentuadas.
No entanto, Bragança foi a única região a registar uma descida, com uma quebra de 3,2% no preço médio das habitações.
Entre os distritos mais caros, Lisboa lidera (4.487 euros/m2), seguida por Faro (3.849 euros/m2), Madeira (3.693 euros/m2) e Porto Santo (3.226 euros/m2). Já Guarda (812 euros/m2), Portalegre (893 euros/m2) e Bragança (913 euros/m2) permanecem como as zonas mais económicas para comprar casa.
Idealista explica metodologia do estudo
De acordo com o Idealista, o índice de preços imobiliários é calculado a partir dos anúncios de venda publicados na plataforma, considerando o preço por metro quadrado construído.
O portal explica que são excluídos os anúncios atípicos, com valores fora de mercado ou sem interação dos utilizadores durante longos períodos. O valor final é obtido através da mediana dos anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo sobre a evolução dos preços das casas em Portugal pode ser consultado no site do Idealista, em:
🔗 idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda

