Suzana Garcia emociona-se em direto ao falar da morte de Diogo Jota: “Fiquei estarrecida”, disse no Dois às 10.
Comentadora assumiu não conhecer o jogador, mas foi profundamente tocada pela tragédia
Durante a emissão do programa Dois às 10, Suzana Garcia não conteve a emoção ao comentar a trágica morte de Diogo Jota e do seu irmão André Silva. A comentadora começou por admitir a sua ignorância quanto à figura do internacional português, mas acabou por revelar-se profundamente afetada pela notícia.
“Espero que as pessoas não me levem a mal, mas estou só a ser honesta… Eu não sabia quem era o Diogo Jota”, confessou, explicando que não acompanha o mundo do futebol. No entanto, rapidamente percebeu a dimensão do impacto da perda.
Um gesto do Liverpool que a fez querer saber mais
O momento mais marcante para Suzana Garcia foi o simbolismo dos tributos que se seguiram à morte do jogador. “O que me consternou mais foi imaginar como se recebe uma notícia destas, quando se tem dois filhos e se sabe que foram ceifados, assim, os dois ao mesmo tempo. Fiquei estarrecida”, desabafou.
Além disso, destacou a comoção internacional provocada pela tragédia: “Como é que é possível o rei de Inglaterra dirigir palavras à família? O presidente da FIFA fez um esforço enorme para falar em português. Já morreram muitos jogadores e eu nunca vi nada assim.”
Foi o gesto do clube inglês onde Jota jogava que a fez procurar saber mais sobre ele. “Senti pena e vergonha da minha ignorância. Depois lembrei-me que sou portuguesa. É normal só sentirmos isto depois das pessoas partirem”, disse, emocionada.
Descoberta do lado humano de Diogo Jota comoveu-a
Ao procurar conhecer melhor a história do jogador, Suzana Garcia ficou particularmente tocada com o seu percurso pessoal. “Aos 17 anos, recusou ir viver sozinho porque ajudava a sustentar os colegas de equipa. Casou-se com a namorada de sempre. No Reino Unido fizeram-lhe uma música. Quem é que tem uma música feita pela equipa?”
Com sinceridade, lamentou que muitos só conheçam as pessoas depois da perda. “Tive pena que só depois da tragédia se falasse deles assim. Talvez me sentisse menos penitenciada na minha ignorância.”
Reflexão sobre o sofrimento das famílias
Por fim, a comentadora destacou a dor irreparável das famílias, centrando-se na companheira do jogador. “Há a dor da Ruth. Uma mulher que tem um bebé de oito meses. Como é que se cria uma menina que nunca vai conhecer o pai?”
Comparou o sofrimento à imagem bíblica da Virgem Maria, mas reforçou que esta mãe nem sequer teve um corpo para velar. “Lembro-me sempre daquela imagem da Virgem Maria com Cristo. A mãe que segura o filho morto. Mas esta mulher nem isso pode fazer. Não há corpo.”





