Tânia Laranjo ironiza sobre política e a gralha “führer”: “A realidade continua a precisar de legendas”, disse.
Tânia Laranjo voltou a recorrer às redes sociais para comentar, em tom irónico, alguns episódios da atualidade política.
Na publicação, a jornalista começou por referir a pausa do “Extremamente Desagradável” e acabou por destacar Ricardo Araújo Pereira, Paulo Rangel, Luís Montenegro e uma gralha noticiada pelo CM.
A pausa do “Extremamente Desagradável”
Tânia Laranjo abriu a reflexão com uma observação sobre a ausência temporária do formato humorístico.
“O Extremamente Desagradável está em pausa, o que é pena, porque em Portugal a realidade continua a precisar de legendas. Felizmente o RAP mantém-se em funções, quase como um farol moral, mas para situações absurdas.”
Assim, a jornalista deixou claro o tom da publicação: humor, crítica e atenção ao absurdo político.
Paulo Rangel e Luís Montenegro entram na mira
Depois, Tânia Laranjo abordou o alegado incómodo de Paulo Rangel e a atenção dada ao primeiro-ministro.
“Graças a ele descobri que Paulo Rangel ficou incomodado por não haver fraque suficiente. O país pode ter hospitais cheios, comboios atrasados e rendas impossíveis, mas claramente o verdadeiro colapso institucional foi a desatenção dada ao primeiro-ministro.”
A jornalista continuou com uma farpa dirigida a Luís Montenegro.
“Luís Montenegro também achou que não lhe deram atenção bastante. O que é admirável. Há pessoas que chegam a primeiro-ministro e querem mudar o país. Outras querem confirmação de leitura emocional.”
A gralha “führer” em vez de “futuro”
A parte final da publicação centrou-se numa gralha noticiada pelo CM, envolvendo a troca da palavra “futuro” por “führer”.
Tânia Laranjo explorou o episódio com ironia e sublinhou o impacto da palavra.
“E depois surgiu a gralha maravilhosa, noticiada pelo CM: “führer” em vez de “futuro”. Uma troca mínima. Só umas letras. A diferença entre um programa político e um julgamento em Nuremberga.”
“Desde que venha bem formatado em PowerPoint”
Por fim, a jornalista destacou aquilo que considerou mais surpreendente: o facto de a gralha não ter sido detetada a tempo.
“Mas o mais extraordinário nem foi a gralha. Foi ninguém reparar a tempo. Porque em Portugal até um “führer” consegue passar despercebido, desde que venha bem formatado em PowerPoint.”
Desta forma, Tânia Laranjo transformou a atualidade política numa crónica curta sobre distrações, símbolos e prioridades no debate público.
Veja a publicação AQUI.


