Tânia Laranjo reage ao caso de Lindsay Clancy: “Há feridas que não vemos”

Tânia Laranjo reage ao caso de Lindsay Clancy: “Há feridas que não vemos”, afirmou nas redes sociais.

A morte de três crianças nos Estados Unidos, num caso que envolve a mãe, Lindsay Clancy, levou Tânia Laranjo a refletir sobre o sofrimento invisível, os pedidos de ajuda e a dificuldade de avaliar situações tão complexas.

Numa publicação nas redes sociais, a jornalista da CMTV recordou as idades das vítimas e sublinhou que qualquer reflexão sobre o estado da mãe não diminui a gravidade do que aconteceu.

Jornalista recorda os três filhos de Lindsay Clancy

Tânia Laranjo começou por explicar que a experiência profissional a tornou especialmente cautelosa perante julgamentos precipitados.

“Por defeito profissional, não sei calçar os sapatos dos outros. Já vi demasiadas vezes gente descalça, com feridas nos pés, a continuar a andar. Talvez por isso me custe julgar”, escreveu.

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A jornalista chamou depois a atenção para as crianças que perderam a vida.

“Três crianças morreram. Cora tinha cinco anos, Dawson três, Callan oito meses. Não tinham culpa nenhuma. É impossível fugir disto”, afirmou.

Tânia Laranjo questiona resposta aos pedidos de ajuda

Sem afastar a responsabilidade pelo sucedido, a jornalista destacou as dificuldades que Lindsay Clancy enfrentava antes da morte dos filhos.

“Mas também não consigo esquecer a mãe antes daquela noite. Uma mulher que não estava bem. Que procurou ajuda. Que passou por médicos, internamento, medicamentos. Que disse que estava a piorar. E, mesmo assim, alguma coisa não chegou. Ou não foi percebida a tempo”, escreveu.

Tânia Laranjo esclareceu que não pretende justificar o que aconteceu e que caberá à justiça determinar a responsabilidade da mãe.

“Não digo isto para a desculpar. O que aconteceu aos filhos é horrível. E haverá um tribunal para decidir a responsabilidade dela”, afirmou.

A jornalista deixou ainda uma pergunta sobre a forma como são recebidos os sinais de sofrimento.

“Mas há uma pergunta que fica a roer: quantas vezes uma pessoa pode dizer ‘não estou bem’ antes de alguém perceber que aquilo é um pedido de socorro?”, questionou.

Reflexão termina com mensagem sobre sofrimento invisível

Na parte final da publicação, Tânia Laranjo retomou a imagem das feridas que não são reconhecidas por quem está à volta.

“Talvez o mais triste seja isto: há feridas que não vemos. E quem as tem continua a andar, descalço, até ao dia em que já não consegue”, escreveu.

A jornalista terminou recordando que as principais vítimas da tragédia foram os três filhos de Lindsay Clancy.

“Nesse dia, infelizmente, os que pagaram a conta foram os que não tinham culpa nenhuma”, concluiu.

Veja a publicação AQUI.

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