“Viriato não é o vilão que pintam”: Ricardo Azedo reage a polémicas no Big Brother Verão, em entrevista ao Dioguinho.
Comentador da CMTV quebra o silêncio antes de férias
Antes de rumar ao Algarve para uns dias de descanso, Ricardo Azedo abordou em exclusivo com o Dioguinho as recentes polémicas que envolvem Viriato Quintela no Big Brother Verão. O comentador, que conhece bem o concorrente por laços profissionais e pessoais, decidiu esclarecer vários pontos sobre o comportamento do amigo no reality show da TVI.
“O Viriato é igual lá dentro e cá fora”
Apesar de confessar não ser fã de reality shows, Ricardo afirmou que acompanha a participação de Viriato por respeito à amizade que os une.
“Eu não gosto de RS. Acho que tiram espaço a programas de qualidade, a entretenimento de qualidade, e acho que, por culpa disso, há muitos atores e apresentadores que não têm trabalho”, explicou.
Ainda assim, disse que observa os amigos quando entram neste tipo de formatos:
“Já o tinha feito o ano passado, quando a Rosa Bela entrou no ‘Dilema’, e voltei a fazê-lo agora com o Viriato”.
Segundo Azedo, a personalidade de Viriato é genuína:
“Ele é igual lá dentro e cá fora. É transparente, honesto, muito sensível. Acho que estes programas nunca estão preparados para pessoas como o Viriato”, sublinhou.
Acusações de Catarina Miranda: “Só existem na cabeça dela”
Catarina Miranda afirmou que Viriato teria tentado algo mais do que amizade com ela, mas Ricardo refutou essa ideia.
“Quem é a Catarina Miranda na fila do pão?! Não entendo esta atenção à volta dela”, atirou.
E reforçou:
“Nunca ouvi o Viriato falar dela. A Miranda esteve no nosso podcast porque a Nova Gente achou que seria bom para as audiências. Não era o nosso tipo de convidada”.
Sobre o suposto convite para um café, foi direto:
“É normal, na cabeça de uma pessoa como o Viriato, convidá-la para um café, sem segundas intenções”.
E deixou claro que não há qualquer interesse romântico:
“Ela não é o tipo de mulher que o Viriato gosta. As insinuações só existem na cabeça dela”.
“Ele foi educado numa bolha de amor”
Ricardo explicou também a razão do comportamento mais contido do concorrente dentro da casa:
“O Viriato foi educado numa bolha de amor. Acha que toda a gente é boa. Por isso é que, quando é atacado, fica mesmo magoado”.
Esta ingenuidade, segundo o comentador, pode dificultar a sua adaptação ao jogo televisivo:
“Ele não reage com maldade. Não representa uma personagem. Quando se sente atacado, sente mesmo, porque não está ali a jogar um papel”.
“Foi para o Big Brother para ter visibilidade”
Ricardo foi pragmático ao justificar a entrada de Viriato no Big Brother:
“Toda a gente que vai para um RS vai para ter mais visibilidade. Eu não concordo com essa estratégia, mas respeito”.
O amigo recordou ainda o percurso do ator:
“Fez novelas na SIC e TVI, apresentou o ‘Ora Acerta’ gravado em Budapeste, foi repórter de ‘A Tarde é Sua’ com a Fátima Lopes. O Viriato nunca deixou de lutar”.
Sobre Beatriz Barosa e Manuel Marques: “Ficou sentido”
Viriato já teve uma relação com a atriz Beatriz Barosa. Ricardo não acompanhou essa fase, mas revelou que o amigo é discreto sobre o assunto:
“É um cavalheiro à antiga. Nunca falou muito da relação. Achava que era do foro íntimo”.
Sobre a recente polémica envolvendo Beatriz e Manuel Marques, foi claro:
“Conhecendo o Viriato como conheço, acredito que tenha ficado sentido, não só por ela, mas também pelo Manel”.
Podcast: “Tínhamos posições muito diferentes, mas respeitávamo-nos”
Ricardo também falou sobre o projeto que ambos partilharam:
“O podcast foi ideia dele. Tínhamos posições muito diferentes sobre vários temas, mas sabíamos até onde podíamos ir na brincadeira”.
E concluiu:
“Quando acabou, o Viriato entendeu as minhas razões. Continuámos amigos como já éramos”.
“Viriato é educado demais para este jogo”
Na análise final, Ricardo Azedo defende que a essência do amigo não é compatível com o ambiente competitivo do reality show:
“É difícil explicar para quem não o conhece, mas ele é mesmo assim. Educado, sensível, ingénuo. E isso, num RS, pesa”.
Por fim, deixou uma certeza:
“Não estou a defendê-lo por ser amigo. Estou a defendê-lo porque o conheço. E o Viriato é mesmo uma boa pessoa”.
