Viver as Festas Populares, sentir a Tauromaquia, e teremos neste verão muitas oportunidades para tal. Do Campo Pequeno a Alcochete, e mais longe ainda.
A tauromaquia como sentimento de pertença
A tauromaquia é pertencer a algo maior. Maior do que a soma do todo. Marcar presença numa corrida é contribuir para o ambiente em redor de uma praça, e senti-lo. É estar ligado ao pulso local, e sentir a Tauromaquia nesse pulso. Um pulsar que um aficionado deve ter e sentir.
Todos nós somos parte ativa deste sentimento de pertença. Seja nas festas populares ou em redor da praça antes, em convívio com a terra e com as pessoas.
O papel do aficionado: presença e partilha
Cabe aos aficionados, quer exerçam outras funções ou não, partilhar toda a envolvência da tradição em redes sociais e em círculos de conhecimento. É preciso falar com amigos, mesmo com os que são “anti”. Partilhar sensações e histórias com eles quando voltamos às nossas casas e regiões respetivas.
Fazer publicidade informal e sincera, porque ser aficionado — seja-se profissional ou espectador — é estar presente, de corpo inteiro.
O sentimento de afición tem respeito pela terra que acolhe. Porque ser aficionado também é isto: é sentir-se parte de algo maior, sem esperar aplauso gratuito.
Um exemplo vivo: as Festas do Barrete Verde e das Salinas
Por isso fica o repto. Temos agora um exemplo próximo: as Festas do Barrete Verde e das Salinas de Alcochete, que decorrem de 8 a 13 de agosto. Festas diferentes, e taurinas claro, com uma Feira Taurina também bem construída entre a diferença e a tradição.
Mas aproveitem e vão a largadas, vacadas, cortejos equestres, espetáculos de sevilhanas ou folclore, veja os concertos das Festas do Barrete Verde… que de entre muitos nomes até tem artistas que promovem a diversão como Quim Barreiros, David Antunes e R.A.Y.A.
Viver o país taurino para lá das praças
Visitem as festas de Alcochete, tal como podiam assistir à animação de sevilhanas e flamenco antes de corridas na Moita, a comer no diner Galeto antes do Campo Pequeno, provar o frango assado incrível de Salvaterra de Magos antes de ir a uma corrida nessa localidade, assistir a colóquios e fazer a animação em Festas de Campo como a que a Tertúlia Tauromáquica Azeitonense promoveu no final de julho… tanta coisa por tanta região fascinante do nosso Portugal.
Um dia, quem sabe… ir ao Mercado do Livramento, casa de peixe assado típica ou à Feira de Sant’Iago, em Setúbal, antes de voltar à Carlos Relvas…
A festa está em todo o lado
E vamos todos às Festas do Barrete Verde. Porque a festa não está só na arena — está nas ruas, na música, nos reencontros, nas vivências populares. Não basta apenas aparecermos cinco minutos antes, se não nos inteiramos da cultura local nem investimentos na economia em redor da praça e da terra…
Há que ter orgulho da cultura portuguesa e orgulho em que cada terra tenha a sua identidade.
Foto: C.M. Alcochete




