Activistas têm de pagar viagem de regresso, Mariana Mortágua arrasa Governo: “Um governo decente mandaria a fatura ao genocida”, disse.
Líder do Bloco de Esquerda critica duramente decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros
A líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, reagiu com fortes críticas à decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de enviar a fatura da viagem de regresso a Portugal aos ativistas portugueses que integraram a Flotilha Humanitária rumo a Gaza.
Em declarações publicadas na rede social X (antigo Twitter), a deputada não poupou nas palavras. “Um governo decente mandaria a fatura ao genocida. Pagarei o bilhete, comprando a prova de que há ministros sem espinha”, escreveu.
Governo envia fatura aos ativistas
Segundo a informação avançada pelo Correio da Manhã, o MNE confirmou ter enviado o ofício com o valor integral da viagem de regresso, a cargo dos próprios cidadãos envolvidos na flotilha.
Foi hoje [esta terça-feira] enviado pelos serviços consulares o ofício com o valor integral do custo da viagem – encargo da responsabilidade dos cidadãos que integraram a flotilha, indicou a tutela.
Contudo, o Governo não especificou o valor dos encargos associados ao transporte dos quatro portugueses que participavam na missão humanitária.
Mortágua fala em “injustiça e falta de princípios”
A dirigente bloquista reforçou que a decisão do Governo português é moralmente inaceitável, considerando que “o Governo decidiu imputar o custo a quem levava ajuda humanitária contra o genocídio”.
Com esta declaração, Mariana Mortágua criticou não apenas a decisão administrativa, mas também o que descreve como “falta de espinha dorsal” por parte dos responsáveis políticos.
