Palhinha responde aos assobios em Alvalade e distingue adeptos do Sporting: “Mais do mesmo”

Palhinha responde aos assobios em Alvalade e distingue adeptos do Sporting: “Mais do mesmo”, afirmou o jogador.

João Palhinha regressou à Seleção Nacional e voltou a jogar no Estádio José Alvalade, mas a entrada em campo na vitória de Portugal sobre o País de Gales ficou marcada por assobios vindos das bancadas. O médio, atualmente no Benfica e com um longo passado no Sporting, não fugiu ao assunto no final do encontro.

Na zona mista, Palhinha começou por recordar uma situação semelhante vivida por João Mário, quando este também representava o Benfica.

“É o que é. Lembro-me quando foi o João Mário. Estava no Fulham, critiquei essa postura e ainda não jogava no Benfica. Mais do mesmo, é a realidade da maneira como as pessoas vivem o futebol. Muitas delas são irracionais.”

O internacional português garantiu que os assobios não alteram a forma como olha para o regresso a Alvalade.

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“Tenho a consciência perfeitamente tranquila. Vou sempre dar tudo pela Seleção, independentemente dos estádios. Nada muda. É sempre especial jogar aqui. Não esqueço a história que tive aqui, independentemente das mentalidades. Estou feliz por representar a Seleção.”

“Os adeptos racionais serão aqueles que se lembram de que fiquei no pior momento”

Questionado diretamente sobre uma eventual mágoa em relação aos adeptos do Sporting, Palhinha separou aquilo que considera serem duas formas distintas de olhar para o futebol.

“O que lhe posso dizer é que estou extremamente feliz por representar o Benfica. O que passou, não posso falar nem vou estar aqui a argumentar essa situação, até porque estou num espaço de Seleção e não é o momento para o fazer.”

E prosseguiu: “O que posso dizer é que estou muito feliz por representar o Benfica, com o máximo respeito sempre pelo Sporting. Mágoa de alguns adeptos do Sporting? No futebol temos os adeptos racionais e os adeptos irracionais.”

Palhinha explicou depois a diferença que estabelece entre uns e outros.

“Para mim, os racionais serão aqueles que se lembram de que o Palhinha ficou no pior momento do clube, que sempre deu tudo pelo clube e sempre foi profissional. É isso que valorizo acima de tudo.”

Quanto aos restantes, foi igualmente direto: “Os irracionais vão simplesmente olhar para a coisa de o Palhinha representar o Benfica e assobiar, como foi o caso de hoje. Mas estou de consciência perfeitamente tranquila de que sempre dei tudo pelo clube.”

Jorge Jesus não hesitou em lançar Palhinha

Os assobios também foram colocados a Jorge Jesus na conferência de imprensa. O selecionador explicou que a reação das bancadas não entrou nas suas contas no momento de lançar o médio.

“Assobiado, pronto, acredito que sim. Não senti tanto isso porque onde eu estava é tanto barulho que não me apercebo muito bem, mas de qualquer maneira isso para mim não é um problema. Para mim, o problema é o jogador e o jogo. Não posso estar a pensar em colocar este jogador porque o vão assobiar.”

Jesus detalhou depois a razão exclusivamente tática para a entrada de Palhinha.

“Pensei que, naquele momento, o Rúben Neves já estava a perder alguma intensidade de jogo e achei que o João, pela sua forma de jogar, um jogador agressivo, pressionante, forte por cima, nos desse alguma segurança naquele corredor.”

O selecionador acrescentou: “Eles baixavam nas costas do Rúben com um segundo avançado, o que obrigava o Rúben Dias a deslocar-se muito da posição. Falei com o João Palhinha para dar algum posicionamento ao Rúben nesse movimento, e foi por isso que o João Palhinha entrou.”

E deixou clara a posição para situações futuras: “Não estou a pensar, nem farei isso com ele nem com nenhum jogador, em estar preocupado com o que possa acontecer em relação aos adeptos.”

Palhinha, por sua vez, fechou a noite também com uma palavra sobre o regresso à equipa nacional, depois de ter ficado fora do último Mundial.

“O mais importante é que voltei à Seleção, estou muito feliz por estar aqui novamente e o compromisso é sempre total.”

Sobre a luta por um lugar, não procurou garantias: “Vou dar sempre o meu máximo. Vocês sabem perfeitamente o valor que há não só na minha posição, mas em todas as posições. Se estou aqui é porque acho que tenho capacidade para lutar pelo lugar.”

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