Pedro Chagas Freitas escreveu sobre o amor e a pressão de impressionar quem se gosta, defendendo que uma relação não deve exigir uma demonstração permanente de valor. Numa publicação no Facebook esta segunda-feira, 26 de outubro, o escritor questionou o tempo gasto a medir palavras, controlar gestos e procurar a aprovação dos outros.
“Não vivas para tentar impressionar as pessoas de quem gostas. Se te amam, não precisam de espectáculo. Se não te amam, não vale o esforço”, escreveu.
A reflexão dirigiu-se a quem sente necessidade de parecer diferente para ser aceite, seja através da força, da inteligência ou do interesse que procura despertar.
“A tua existência não depende da aprovação delas”
Pedro Chagas Freitas descreveu o esforço de controlar constantemente a imagem transmitida a quem está próximo.
“Não passes a vida a escolher as palavras com pinças, a medir gestos, a tentar parecer mais forte, mais inteligente, mais interessante. A tua existência não depende da aprovação delas. Não estás numa entrevista de emprego.”
O escritor apontou também a fragilidade de uma admiração que depende desse esforço contínuo.
“Ninguém se impressiona por muito tempo. Hoje admiram-te; amanhã esquecem-te; depois de amanhã acham-te previsível. Entretanto gastaste o teu tempo a actuar numa peça que ninguém pediu para ver. Desiste disso.”
“As pessoas que importam não querem a tua versão editada”
Na parte final da publicação, o autor defendeu uma forma de amar sem competição ou necessidade de provar merecimento.
“Ama sem agenda, sem pódios, sem necessidade de provar nada. Mais patético do que tentar impressionar alguém é perceber tarde demais que nunca foi necessário.”
A mensagem terminou com um apelo à autenticidade nas relações: “As pessoas que importam não querem a tua versão editada. Querem a tua verdade.”
