António Costa levanta reservas ao Conselho de Paz proposto por Trump para Gaza

António Costa levanta reservas ao Conselho de Paz proposto por Trump para Gaza e deu a sua opinião sobre o assunto.

Dúvidas europeias sobre o plano apresentado

O presidente do Conselho Europeu manifestou esta sexta-feira fortes reservas em relação ao Conselho de Paz proposto por Donald Trump para a Faixa de Gaza. Ainda assim, deixou aberta a porta à cooperação com os Estados Unidos.

Durante a conferência de imprensa que apresentou as conclusões da cimeira extraordinária do Conselho Europeu, realizada em Bruxelas, António Costa foi claro quanto às preocupações existentes.

Compatibilidade com a ONU em causa

Segundo António Costa, existem vários pontos problemáticos na proposta norte-americana. O responsável europeu afirmou: “Temos sérias dúvidas quanto a vários elementos da Carta do Conselho da Paz, relacionadas com o seu âmbito, a sua governação e a sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas”.

Assim, as reservas incidem não apenas na estrutura do órgão proposto, mas também no enquadramento legal internacional que deverá respeitar.

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Disponibilidade para cooperação com os EUA

Apesar das críticas, António Costa sublinhou que a União Europeia não fecha a porta ao diálogo. Pelo contrário, garantiu abertura para trabalhar com Washington, desde que o plano tenha um enquadramento claro e legal.

Nesse sentido, explicou que a UE está pronta “para trabalhar em conjunto com os Estados Unidos na implementação” de uma solução para Gaza.

Administração transitória como possível solução

Por fim, António Costa admitiu que o Conselho de Paz poderá ter um papel concreto, caso funcione como administração transitória. Essa atuação deverá respeitar a resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo o presidente do Conselho Europeu, o envolvimento europeu dependerá de o Conselho de Paz “desempenhar a sua missão como administração transitória” na Faixa de Gaza, em conformidade com o direito internacional.

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