Comandante impõe castigos na “1.ª Companhia” e deixa aviso aos recrutas: “Há limites para tudo”, assinalou.
A disciplina voltou a estar no centro da rotina da 1ª Companhia. Na tarde desta segunda-feira, 2 de fevereiro, os recrutas foram chamados à parada para um esclarecimento coletivo.
À frente do grupo, o comandante José Moutinho explicou a origem de vários castigos aplicados ao longo do dia. Alguns concorrentes, entre eles Andrea Soares, tinham sido sancionados com flexões sem conhecerem o motivo.
Utilização indevida das medalhas motivou punições
Antes de mais, o responsável esclareceu que a questão estava relacionada com as medalhas atribuídas no programa. Segundo indicou, estavam a ser usadas de forma inadequada, em tom de brincadeira.
Assim, deixou um aviso claro sobre a importância do respeito pelos símbolos.
“Isto não é como os cómicos que gozam com tudo. Nós gozamos com tudo, mas com limites”, afirmou.
“Há limites para tudo”
De seguida, o comandante reforçou a ideia de responsabilidade individual. Para José Moutinho, cabe a cada recruta saber onde traçar fronteiras.
“Há limites para tudo. E os limites temos de ser nós a impor a nós próprios, para darmos valor às coisas. Se não impusermos limites (não são censuras, são limites), não há respeito, nem consideração pela função que essas mesmas medalhas ou o que quer que seja são atribuídos”, acrescentou.
Referência a símbolos nacionais
Além disso, o discurso alargou-se a outras matérias consideradas sensíveis. O comandante mencionou regras associadas a elementos institucionais.
“As pessoas, todas elas, têm de compreender e devem aceitar isso. Se não aceitam isso, não devem viver em sociedade, pelo menos na nossa, porque não estão bem. Em todas as sociedades há essas regras e esses limites. Uns, bastante diferentes para nós, são outras culturas e outros modos de viver. No entanto, nós temos os nossos e temos de respeitar. Quem não entende isso, não serve para estar aqui. Entendido?”, declarou, referindo-se também à bandeira e ao Hino.
Perante a intervenção, os recrutas responderam afirmativamente. Logo depois, regressaram à caserna.
Desta forma, a mensagem ficou clara: mesmo nos momentos de descontração, a disciplina continua a ser uma prioridade dentro da “1.ª Companhia”.
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