Desafio Final aquece tarde da TVI com jantar polémico e desabafos de João Ricardo e Bruno Simão, nesta quinta-feira.
Um jantar com esparguete e banana vai marcar a tarde do “Secret Story – Desafio Final”, na TVI. A produção levantou o véu sobre o tema em destaque no “Última Hora” e no “Diário” desta quinta-feira, 4 de junho.
João Ricardo e Marisa surgem como protagonistas do momento que promete mexer com a casa. A reação dos concorrentes será mostrada a partir das 17h35.
Na legenda divulgada pela produção, pode ler-se: “João Ricardo e Marisa servem esparguete com banana para o jantar e a Casa reage. Descubra tudo, a partir das 17h35”.
Não se sabe ainda se o prato foi experiência gastronómica, provocação ou apenas mais um daqueles castigos culinários que só fazem sentido dentro de um reality show. Mas a casa reagiu. E, no “Desafio Final”, isso costuma bastar para haver assunto.
Bruno Simão assume-se como o “elemento mais leve”
Enquanto o jantar promete animar a tarde televisiva, o Cubo trouxe um lado mais introspectivo ao jogo. Bruno Simão foi chamado a fazer um balanço do seu percurso e não fugiu à forma como se vê dentro da casa.
Confrontado pela Voz com a influência que tem no grupo, o concorrente apresentou-se como alguém diferente da maioria dos colegas.
Bruno afirmou: “Primo aqui neste programa, nesta edição, precisamente por ser um bocadinho grande, o inverso da maior parte das pessoas aqui dentro, que são umas pessoas que gostam de atrito, conflito, de provocar, de procurar o erro do outro, e eu na verdade considero-me ser o elemento mais leve aqui“.
A leitura não é discreta. Bruno coloca-se no lado da leveza, em contraste com uma casa que descreve como mais virada para o conflito.
E talvez seja mesmo esse contraste que o torna incómodo para alguns jogadores. Num programa onde quase tudo pede barulho, alguém mais calmo pode parecer estratégia. Mesmo quando garante que não é.
Menos estratégia, mais conversa
Bruno Simão fez questão de se afastar da ideia de calculismo. No Cubo, garantiu que não joga com grande plano e que a sua postura é mais natural do que estratégica.
O concorrente explicou: “Sou sem sombra de dúvida também, e sem qualquer problema em admitir, que sou menos estratégico. Aliás, eu não tenho nada de estratégico. Sou uma pessoa bastante humilde, com os pés bem assentes na terra”.
Essa postura, segundo o próprio, tanto aproxima como baralha os restantes concorrentes.
Bruno acrescentou que é alguém procurado para conversas mais leves e momentos intimistas. Ainda assim, sabe que a sua presença levanta dúvidas dentro da casa.
O concorrente confessou: “Sou alguém que também consegue criar aqui confusão na cabeça das pessoas e perguntarem-se o porquê de eu estar aqui“.
A frase diz muito sobre o jogo. Às vezes, quem não entra no conflito como os outros acaba por ser visto quase como suspeito.
Marisa e Leandro vistos por Bruno
Na análise aos colegas, Bruno Simão não deixou de falar de Marisa Susana. A concorrente continua a ser uma das suas principais fontes de tensão dentro do “Desafio Final”.
Bruno afirmou: “Tenho a Marisa Susana, que já é conhecida do público e aqui na casa também, que as nossas picardias são constantes, considero que muito mais da parte dela. Na verdade acaba por dar também algum jogo“.
Já sobre Leandro, o tom foi bastante diferente. Bruno destacou uma evolução positiva na relação entre ambos.
O concorrente rematou: “Com o Leandro há um crescimento grande na nossa relação, digamos assim, conseguimos civilizadamente ter conversas construtivas, mas no entanto eu olho para o Leandro como uma pessoa que agora sim é o Leandro“.
Entre Marisa e Leandro, Bruno fez dois retratos opostos: de um lado, as picardias; do outro, uma relação que parece ter encontrado algum equilíbrio.
João Ricardo sente-se só dentro da casa
Também João Ricardo passou pelo Cubo e deixou uma leitura menos leve sobre o seu lugar no grupo.
O concorrente admitiu que a sua forma de estar pode confundir os colegas, sobretudo por misturar confronto com disponibilidade emocional.
João Ricardo refletiu: “Acabo por confundir os meus colegas pela parte empática, ou seja, eu sou aquela pessoa que é muito e gosta muito deste jogo, mas quando existem momentos de quebra também sou o primeiro a dar a mão“.
O problema, segundo o próprio, está na desconfiança que a sua frontalidade provoca. João Ricardo acredita que muitos colegas evitam expor-se nos momentos mais visíveis.
E ele, pelo contrário, não tem grande pudor em puxar temas em direto.
O concorrente atirou: “Sinto também que existe uma grande desconfiança da minha pessoa, porque sabem que eu sou uma pessoa que argumenta, que confronta nos momentos que eles pouco se expõem, que são nos diretos, são nas galas, têm algum receio do que é que o público pode pensar, e eu não tenho problema nenhum de puxar temas e de desconstruir“.
“Faço um jogo muito solitário”
A postura frontal tem consequências. João Ricardo admitiu que se sente isolado e que nem sempre consegue criar relações sólidas dentro da casa.
O concorrente lamentou: “Acabo por me sentir um bocadinho só aqui dentro, acabo por fazer um jogo muito solitário e acaba por ser muito complicado“.
Apesar disso, defendeu que tenta manter alegria e autenticidade. Para exemplificar, recordou uma situação com Afonso.
João explicou: “Já fiquei triste com o Afonso quando disse que eu devia pensar no meu caráter, por exemplo, foi algo que me magoou, mas o Afonso quando precisou eu estive sempre lá (…) consigo separar o trigo do joio“.
O concorrente mostrou, assim, que não pretende reduzir os colegas aos conflitos. Mesmo quando se sente atacado, garante que consegue distinguir jogo, mágoa e apoio humano.
O receio do confronto
Mais à frente, João Ricardo analisou a forma como os concorrentes vivem o jogo. Para si, muitos estão demasiado focados na imagem e acabam por forçar situações.
Ainda assim, recusou ver maldade profunda nos colegas.
O concorrente avaliou: “Eu não acredito que exista aqui, pelo menos neste desafio final, eu não acredito que exista alguém com uma malícia profunda. Acho que pensam demasiado no jogo, focam-se demasiado e forçam às vezes demasiadas situações e abdicam um bocadinho de viver isto“.
Na parte final do desabafo, apontou aquela que considera uma das suas maiores dificuldades nesta fase: lidar com quem foge ao confronto direto, mas procura fragilizá-lo por outros caminhos.
João Ricardo concluiu: “Sinto que eles têm algum receio do confronto, mas é normal, tenho que saber lidar com isso. E isso é uma das minhas grandes dificuldades (…) porque alguns fogem do confronto, outros tentam ir buscar outras coisas que me foi apontadas noutras edições tentar fragilizar e machucar“.
A tarde do “Desafio Final” junta, assim, dois registos bem diferentes. De um lado, o jantar improvável de João Ricardo e Marisa. Do outro, dois concorrentes a tentarem explicar o lugar que ocupam no jogo.
Entre esparguete com banana, solidão estratégica e vontade de parecer mais leve do que a casa permite, a TVI tem matéria para uma tarde cheia.
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