Trevo dourado incendeia o Desafio Final: João Ricardo acusa Marisa Susana de ser “perigosa”, em momento tenso.
O “Secret Story – Desafio Final” voltou a trocar a calma por uma daquelas tardes em que até uma despensa parece pequena demais para tanta tensão.
Desta vez, o rastilho foi um trevo dourado. A peça apareceu fechada no chão da despensa e João Ricardo tentou alcançá-la. Marisa Susana não ficou a assistir de braços cruzados e entrou também na disputa.
A partir daí, o jogo deixou de parecer apenas uma dinâmica. Passou a ser confronto físico, troca de acusações e mais uma discussão a somar ao ambiente já carregado da casa.
O trevo dourado que fez azedar a casa
Ao início da tarde desta quinta-feira, 4 de junho, João Ricardo tentou chegar ao trevo dourado com recurso a cartões. Marisa Susana decidiu fazer o mesmo e a aproximação entre os dois rapidamente saiu do controlo.
João Ricardo tentou travar a colega logo no início: “Olha Marisa, pára Marisa”.
Marisa não gostou da forma como foi afastada e queixou-se do contacto físico: “Larga-me o papel, olha, estás a aleijar-me. Tu é que estás a ser tonto. Eu ia experimentar também. Eu estraguei o teu? Não, tu é que estás a estragar as minhas coisas”.
Depois, a concorrente reforçou a denúncia perante o grupo: “E aleijaste-me João, estou a falar a sério, aleijaste-me nos braços. Aleijaste-me, apertaste-me”.
João Ricardo não mostrou arrependimento naquele momento. Pelo contrário. Respondeu com ironia: “Vai ao confessionário e pede a minha expulsão”.
Marisa Susana acabou por manter a queixa, embora tenha retirado intenção ao gesto do colega: “Foi sem querer, mas aleijaste”.
Bruno Simão lê a jogada de Marisa
Mais tarde, Bruno Simão entrou na análise do momento e alertou João Ricardo para aquilo que considerou ser a estratégia de Marisa.
O concorrente afirmou: “Mas o que ela estava ali a fazer não foi o mesmo que a Sara, ela queria empurrar o trevo para tu não apanhares o trevo“.
João Ricardo concordou com a leitura e recordou o que, segundo ele, Marisa terá dito durante a disputa: “Ela tava a empurrar, ela disse: ‘Se eu não posso, tu também não podes.’ ‘Se eu não tenho, tu também não fiques com o trevo‘”.
Bruno, mais pragmático, aconselhou o amigo a não perder o foco: “Pega bem é no trevo“.
E ali estava resumido o espírito do jogo. Enquanto uns discutem intenções, outros lembram que, no fim, alguém tem de agarrar a peça.
João Ricardo provoca e Marisa responde
Com o trevo do seu lado, João Ricardo virou-se depois para Marisa Susana em tom provocatório.
O concorrente atirou: “Obrigado, Marisa, foi com o teu coiso que eu consegui mesmo“.
A resposta da concorrente não tardou. Marisa apontou aquilo que viu como diferença de tratamento entre ela e Sara: “O que foi? Mas à Sara não empurraste pois não? Só empurraste a mim“.
João Ricardo explicou a distinção que fez entre as duas situações: “Pois não, sabes qual é que foi a diferença? É que a Sara não chegou lá a dizer: ‘Se eu não consigo, tu… Se eu não posso tu também não podes’“.
Marisa recusou essa interpretação e garantiu que queria apenas dificultar a jogada do colega: “Não foi isso que eu disse. Eu queria dificultar-te (…) Só que tu foste mau, para mim foste mau“.
“És baixa. És perigosa”
O tom subiu quando João Ricardo passou da discussão sobre o jogo para uma acusação direta ao carácter da colega.
O concorrente começou por dizer que continua a gostar de Marisa, mas não recuou na crítica: “Como te disse que gostava, continuo a gostar, Marisa. Acho-te um piadão. Agora, que és baixa, és baixa. Dizer que te aleijei? És perigosa. Marisa, és perigosa!“.
Marisa manteve a versão inicial e voltou a insistir na dor que sentiu: “Opa, aleijaste-me. Naquele momento, aleijaste-me“.
João Ricardo pediu-lhe então que olhasse para o percurso dentro da casa: “Olha para trás no tempo, ao longo destas seis semanas e pensa“.
Mas Marisa não cedeu: “Naquele momento, aleijaste-me“.
O concorrente deixou no ar a ideia de que a atitude da colega podia encaixar numa leitura mais ampla sobre o seu jogo: “Será que as pessoas têm razão? Será que ela vai dizer isto? Será que ela vai dizer aquilo? E a verdade é que depois as peças batem certo. Não“.
Marisa nega vitimização
Marisa Susana tentou travar a escalada da discussão e voltou a separar a dor da intenção.
A concorrente explicou: “Não, tu aleijaste-me mesmo. Não foi este o propósito, mas aleijaste-me. Já te disse. Agora se tu queres puxar isto ainda mais…“.
João Ricardo assumiu que iria insistir no tema: “Vou puxar, vou puxar”.
Marisa respondeu com uma pergunta direta: “Então puxa. Eu fui-me queixar?“.
O braço de ferro continuou. João Ricardo repetiu: “Vou puxar”.
E Marisa voltou à mesma questão: “Eu fui-me queixar?“.
Perante a insistência da colega, João Ricardo encerrou aquele momento: “Então pronto. Então pronto“.
Ainda assim, Marisa deixou uma última crítica ao adversário: “Tu não sabes brincar, já percebi. Ficas amuado“.
João Ricardo respondeu com uma comparação a Sara: “Eu não sei brincar. A Sara disse exatamente o mesmo. A Sara disse exatamente o mesmo, não começou foi como tu começaste, Marisa. É a diferença, Marisa“.
Mais tarde, voltou a reforçar a acusação: “Vou dizer-te outra vez, que és baixa? És baixa. Dizer que eu te aleijei? És perigosa. Começa a andar para trás no tempo, ao longo destas seis semanas e penso, será que as pessoas têm razão? A verdade é que depois as peças batem certo”.
Marisa fechou a sua posição sem recuar na denúncia: “Tu aleijaste-me mesmo, não fizeste de propósito mas aleijaste-me. Eu fui me queixar? Então pronto. Tu não sabes brincar, ficas amuado, está visto”.
Pedro Jorge pede desculpa a Flávia Monteiro
Entretanto, o dia também ficou marcado por outro momento delicado. Pedro Jorge procurou Flávia Monteiro, também conhecida por Nufla, depois de uma discussão que deixou a concorrente em lágrimas.
O vencedor da edição anterior tentou pedir desculpa pela forma como conduziu o confronto: “Primeiro, venho-te pedir desculpa porque, de todo que era para te deixar assim como te deixei, a chorar porque, de todo que era a minha intenção deixar-te naquele estado. Pensava que estavamos a ter uma discussão, a debater ideias e não para ficares a chorar. Ou seja, não vejo motivo real para tu chorares“.
Flávia quis perceber se Pedro compreendia a razão da sua reação: “Tu sabes o porquê?”.
Pedro respondeu apenas: “Não sei“.
A concorrente explicou então que se sentiu atingida pela acusação de estar a alimentar um possível enredo amoroso com ele.
Flávia afirmou: “Eu, para além de respeitar-te a ti, eu respeito muito mais a mulher que tu tens lá fora. Foi esse o meu ponto. Nunca olhei para ti com segundas intenções. Fiquei a chorar“.
Pedro tentou fechar o assunto: “Nem quero dar mais asas a esse assunto“.
Mas Flávia insistiu no motivo da mágoa: “Fiquei a chorar só pela maneira como tu disseste que eu queria criar um enredo amoroso“.
Pedro explica os “sinais” que sentiu
Pedro Jorge tentou justificar a origem da sua leitura, mas procurou também acalmar a colega.
O concorrente explicou: “Quero que fiques descansada em relação a isso. E que, em relação aos sinais que eu disse que sentia, eu ponderei muita coisa: se verbalizava, aquilo que verbalizei não funcionou. Eu à VOZ, porque era muito estranho para mim uma pessoa que me conhece há duas ou três semanas, ficar tão profundamente magoada com aquilo que eu ia dizendo“.
Flávia continuou a mostrar surpresa perante a interpretação do colega: “Mas como tu consegues pensar sequer que eu poderia estar a criar sentimentos contigo quando…“.
A conversa acabou por tocar também no jogo. Pedro minimizou o seu próprio peso dentro da casa e questionou a estratégia da colega: “Mas eu não sou isto tudo. Eu não sei se o teu tipo de jogo chega à final“.
Flávia respondeu: “Eu não estou a dizer que tu és um mais, mais“.
Já perto do fim, Pedro assumiu que usa certas frases como forma de jogo: “Eu posso dizer que tu vais arrancar no domingo e pode não acontecer. É a minha maneira de jogar, de picar, de dizer, de falar“.
Afonso Leitão e Flávia também discutem
Como se o trevo e o pedido de desculpas não bastassem, houve ainda nova tensão entre Afonso Leitão e Flávia Monteiro.
Tudo começou quando a concorrente usou o lavatório da casa de banho para tentar “tirar a pigmentação” das cuecas do biquíni.
Afonso não gostou do gesto e respondeu com uma provocação: estendeu talheres da cozinha no estendal, no jardim.
Flávia não deixou a atitude sem resposta e os dois acabaram numa discussão. Durante o confronto, a concorrente lançou uma provocação sobre cuecas vermelhas: “Quem terá sido a menina que usou cuecas vermelhas?”.
A pergunta ficou no ar como mais uma farpa dentro de uma casa onde quase tudo parece servir de combustível.
Uma casa em modo faísca permanente
Entre o trevo dourado, a acusação de dor física, o pedido de desculpa de Pedro Jorge a Flávia e a troca de provocações com Afonso Leitão, o “Desafio Final” viveu mais um dia de nervos à flor da pele.
João Ricardo acusa Marisa Susana de jogar baixo. Marisa diz que foi magoada. Pedro tenta reparar uma conversa que deixou Flávia em lágrimas. E Afonso transforma uma queixa de casa de banho numa provocação com talheres no estendal.
No meio de tudo isto, o jogo continua. Mas há momentos em que o “Desafio Final” parece menos uma competição e mais uma casa onde qualquer objeto pode virar arma narrativa.
Até um trevo. Sobretudo um trevo.

