Gustavo Carona critica Ronaldo na Arábia Saudita: “A história que o Cristiano Ronaldo está a escrever é muito triste e muito feia”, referiu.

Gustavo Carona, profissional de saúde que ficou conhecido durante a pandemia, foi muito crítico para com Ronaldo e os jogadores de categoria mundial que se estão a mudar para a Arábia Saudita.
“A história que o Cristiano Ronaldo está a escrever é muito triste e muito feia. A minha dúvida é se ele não sabe ou se não quer saber o que se passa na Arábia Saudita e no resto do mundo por causa da Arábia Saudita“, escreveu Gustavo no jornal Público.
“A monarquia que rege o país é dos regimes mais horrendos e criminosos do mundo. E as ligações ao futebol não são rebuscadas, são diretas à liderança do Príncipe Bin Salman (…) O que a Arábia Saudita faz ao mundo, faz do Putin parecer um menino do coro. A lista é tão extensa que não sei por onde começar“, referiu.
Destacou que as mulheres são tratadas “como lixo”, os homossexuais são executados, tratam os imigrantes “como escravos” e lembra de terem “cortado o jornalista Khashoggi aos pedaços na embaixada em Istambul, um famoso jornalista cujo crime foi ser crítico deste regime de assassinos”.
“Este chamado sportswhasing da Arábia Saudita é nojento e é uma vergonha que tenha sido impulsionado por tantos portugueses, e depois de ouvirmos tantos indignados a querer cancelar o mundial do Qatar, parece que todos permitimos que CR7 seja simpatizante, no mínimo, dos crimes mais hediondos da humanidade sem que ele perceba que devia ter vergonha. Dinheiro e carácter nem sempre se cruzam, mas é o segundo que fica para a história“, destacou.
“Neste momento, para mim, a história do CR7 é muito triste e muito feia, assim como de todos que seguiram as suas pegadas. Era só abdicarem de uns milhões dos tantos que já têm, por um coração humano e genuíno, e tinham uma história linda, feliz e seriam admirados para sempre. Mas as suas prioridades foram outras, e agora têm sangue nas mãos de crianças inocentes ao apertarem a mão ao príncipe criminoso“, disse ainda.
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