Quarta-feira, Agosto 4, 2021

Jerónimo de Sousa avisa que “vão engrossar as filas do desemprego”

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou este sábado em Almada que as “vagas sucessivas de estados de emergência” não são resposta eficaz para travar a propagação da covid-19 e vão lançar milhares de trabalhadores para o desemprego.
Nós consideramos que estas vagas sucessivas de estados de emergência não podem ser entendidas como a solução, porque a vida provou que não resultam. Não é a nossa opinião, é a própria vida que está a provar que não resultam. E, nesse sentido, deveria haver uma reconsideração“, disse o líder comunista.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas após um encontro com um empresário da restauração, no Feijó, em Almada, em que defendeu a retoma da atividade do setor e criticou as medidas que têm sido adotadas pelo Governo.

São medidas inaceitáveis, medidas mal desenhadas, medidas que, na prática, não têm nada a ver com o estado de emergência. O que era preciso, fundamentalmente, era, em primeiro lugar, a consideração das restrições. Basta ver esta casa, que tem que fechar às 13h00, o momento mais nobre, o momento mais participado por parte dos clientes“, disse.

É evidente que as pessoas têm que vir ao meio-dia e meia (e não vêm), tendo em conta esse mesmo horário. E, simultaneamente, também, temos as medidas de apoio que são anunciadas, mas depois falta algo mais no concreto. Verifica-se, em relação aos apoios que foram declarados, que é sempre um bocado a repetição dos mesmos milhões [de euros], com as dificuldades de acesso, uma burocracia tremenda, preencher 90 páginas para verificar a situação e simultaneamente recorrer a esse apoio“, acrescentou.

Para o líder comunista, a política que tem sido seguida para o setor da restauração “vai levar, inevitavelmente, a que milhares de pequenos empresários, seja na restauração, seja nos bares, seja nas discotecas, não tenham alternativa senão a insolvência, senão a falência, com todo o drama que isso constitui para milhares e milhares de trabalhadores, que vão engrossar as filas do desemprego“.

O Governo tem de atender às consequências que podem constituir para este setor da restauração, particularmente, mas também para outros setores, em que mais valia a pena investir agora, do que investir depois no fundo de desemprego“, concluiu o líder do PCP.

 

Texto: Lusa

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