João Cancelo emociona-se no “Alta Definição” ao falar da mãe, da família e de um recorde único no futebol que só ele tem.
João Cancelo abriu uma parte íntima da sua vida no “Alta Definição”, da SIC, em conversa com Daniel Oliveira. O internacional português falou da morte da mãe, do impacto que a tragédia teve no pai e da responsabilidade que sentiu aos 18 anos.
Além da dimensão familiar, o jogador abordou também a carreira, o registo histórico nas principais ligas europeias e a forma como vive a competição.
A dor que mudou a família de João Cancelo
A morte da mãe, em 2013, deixou uma marca profunda em João Cancelo. Na entrevista, o futebolista recordou o período difícil que se seguiu ao acidente e a forma como o pai reagiu à perda.
O internacional português confessou: “𝗢 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗮𝗶 𝗱𝗼𝗿𝗺𝗶𝗮 𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗮𝘃𝗮, 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗮𝘃𝗮 𝗮 𝗯𝗲𝗯𝗲𝗿 𝘄𝗵𝗶𝘀𝗸𝘆, 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗶𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘇. 𝗘 𝗳𝗼𝗶 𝗮𝗹𝗶 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗮𝘀𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼, 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮”.
Enquanto o pai enfrentava esse momento, o irmão mais novo tentou seguir com a rotina possível. Cancelo referiu que o irmão, então com oito anos, “𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗼𝘂 𝗮 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲𝗹𝗲 𝗻𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹”.
Nesse contexto, o jogador sentiu que precisava de assumir um lugar de força dentro da família.
“𝗘𝘂 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗵𝗼𝗿𝗮𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗼 𝗹𝗶́𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗮 𝗳𝗮𝗺𝗶́𝗹𝗶𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝘀𝗲𝗿, 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼 𝗺𝗮𝗱𝘂𝗿𝗮, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝟭𝟴 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗮𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝘁𝗶𝘃𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿”.
As madrugadas no cemitério
Longe dos olhares da família, João Cancelo encontrou uma forma própria de lidar com o luto. Durante a entrevista, revelou que saía de casa de madrugada para falar com a mãe.
O jogador contou: “𝗣𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝗮̃𝗲, 𝗮̀𝘀 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗻𝗵𝗮̃. 𝗘𝘂 𝘀𝗮𝗶́𝗮 𝗱𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗰𝗮𝘀𝗮 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗮𝗿𝗮𝗱𝗼, 𝗶𝗮 𝗮̀ 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗮 𝗱𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝗮̃𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝗹𝗮, 𝘀𝗮𝗹𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗼 𝗺𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗰𝗲𝗺𝗶𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗲 𝗶𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝗹𝗮”.
Depois, explicou que essas idas surgiam quando não conseguia dormir e as lágrimas começavam a cair.
“𝗘𝘂 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗮 𝗱𝗼𝗿𝗺𝗶𝗿, 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮𝗺-𝗺𝗲 𝗮 𝗰𝗮𝗶𝗿 𝗮𝘀 𝗹𝗮́𝗴𝗿𝗶𝗺𝗮𝘀. 𝗢 𝗰𝗲𝗺𝗶𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗻𝗮 𝗮𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗮 𝟭𝟱 𝗺𝗶𝗻𝘂𝘁𝗼𝘀 𝗮 𝗽𝗲́ 𝗱𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗰𝗮𝘀𝗮 𝗲 𝗲𝘂 𝘀𝗮𝗶́𝗮 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗮𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿, 𝗶𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝗹𝗮 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗮 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗹𝗶𝘃𝗶𝗮𝗱𝗼”.
Assim, Cancelo mostrou que o sofrimento ficou muitas vezes guardado para a noite, longe do papel de força que assumiu em casa.
O sucesso que queria mostrar à mãe
Hoje, a carreira de João Cancelo contrasta com a ausência que continua a pesar. O futebolista admitiu que uma parte da sua ambição nasceu da vontade de mostrar à mãe que conseguiria vencer.
Na conversa com Daniel Oliveira, sublinhou: “𝗔 𝗮𝗺𝗯𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗮𝗿 𝗮̀ 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝗮̃𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗯𝗲𝗺-𝘀𝘂𝗰𝗲𝗱𝗶𝗱𝗼 𝗻𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮. 𝗜𝘀𝘀𝗼 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹”.
Ainda assim, nenhum sucesso apagou a falta da mãe. O jogador reconheceu o vazio deixado pela perda.
“𝗙𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗶𝗮 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝗮 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝗵𝗼𝗷𝗲”.
Daniel Oliveira confrontou-o com um registo histórico
A entrevista também passou pela carreira desportiva. No início da conversa, Daniel Oliveira destacou um dado marcante do percurso do internacional português.
O apresentador perguntou: “𝗘́𝘀 𝗼 𝘂́𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗻𝗼 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘃𝗲𝗻𝗰𝗲𝗿 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗹𝗶𝗴𝗮𝘀 𝗲𝘂𝗿𝗼𝗽𝗲𝗶𝗮𝘀. 𝗡𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗷𝗼𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝘂 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗻𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗳𝘂𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗾𝘂𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮?”
Cancelo respondeu com naturalidade e admitiu que só percebeu a dimensão do feito através das redes sociais.
“𝗙𝗮𝗹𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘀𝗶𝗻𝗰𝗲𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗮𝗯𝗶𝗮. 𝗖𝗼𝗺𝗲𝗰𝗲𝗶 𝗮 𝘃𝗲𝗿 𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮𝗴𝗲𝗻𝘀 𝗻𝗼 𝗜𝗻𝘀𝘁𝗮𝗴𝗿𝗮𝗺 𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺-𝗺𝗲 𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗲𝘂 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝘀𝘀𝗲 𝗮 𝗟𝗶𝗴𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗕𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼𝗻𝗮, 𝘀𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗾𝘂𝗶𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼. 𝗘 𝗲𝗻𝘁𝗮̃𝗼, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗺𝗲 𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗶𝘀𝘀𝗼, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗮𝗺𝗯𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿 𝘂𝗺 𝘁𝗶́𝘁𝘂𝗹𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗕𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼𝗻𝗮”.
O sabor especial de vencer em Espanha
Depois, João Cancelo explicou que a conquista teve um peso particular pelo contexto competitivo. O jogador destacou a rivalidade com o Real Madrid e a felicidade pelo título.
“𝗖𝗼𝗻𝗰𝗿𝗲𝘁𝗶𝘇𝗼𝘂-𝘀𝗲 𝗲𝗺 𝗰𝗶𝗺𝗮, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗶𝗺𝗮 𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗿𝗶𝘃𝗮𝗹, 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗼 𝗥𝗲𝗮𝗹 𝗠𝗮𝗱𝗿𝗶𝗱, 𝗲 𝗳𝗶𝗾𝘂𝗲𝗶 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝘁𝗶́𝘁𝘂𝗹𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲. 𝗘 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝘃𝗮𝗶 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝗰𝗿𝗲́𝘀𝗰𝗶𝗺𝗼, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗾𝘂𝗶𝘀𝘁𝗮́-𝗹𝗼 𝗲́ 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹”.
A conversa ligou, assim, a ambição pessoal ao percurso competitivo. No caso de Cancelo, o desejo de vencer apareceu sempre associado à paixão pelo jogo.
A dificuldade de ficar no banco
Daniel Oliveira levou ainda a conversa para a forma intensa como João Cancelo vive o futebol. Em tom de brincadeira, o apresentador comentou que “𝘂𝗺 𝘁𝗿𝗲𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲 𝗺𝗲𝘁𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗻𝗼 𝗯𝗮𝗻𝗰𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗺𝗮𝗱𝗼”.
O internacional português admitiu que continua a ser difícil aceitar esse lugar, embora hoje saiba gerir melhor as emoções.
“𝗨𝗳𝗳, 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗲́ 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼. 𝗔𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗵𝗼𝗷𝗲. 𝗠𝗮𝘀 𝗵𝗼𝗷𝗲 𝗷𝗮́ 𝘀𝗲𝗶 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗴𝗲𝗿𝗶𝗿 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘂𝘀 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗼 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗹𝗶𝘅𝗮𝗱𝗼, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́? 𝗖𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗱𝗶𝘇. 𝗔𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗳𝗶𝗰𝗼 𝗹𝗶𝘅𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗼 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗿 𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗹𝗲𝗴𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗷𝗼𝗴𝗮𝗻𝗱𝗼. 𝗘́ 𝗮 𝗽𝗮𝗶𝘅𝗮̃𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗳𝘂𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹. 𝗘́ 𝗮 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗲𝗿 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗿 𝗮 𝗲𝗾𝘂𝗶𝗽𝗮. 𝗘 𝗲𝘂 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗼 𝗯𝗮𝗻𝗰𝗼 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝘁𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗺𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗺𝗼𝘀. (…) 𝗢 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼, 𝗺𝗮𝘀 𝗲́ 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗼”.
Entre a perda familiar e a exigência da elite do futebol, João Cancelo mostrou no “Alta Definição” uma leitura muito pessoal do próprio percurso. A ambição, a dor e a paixão pelo jogo surgiram como partes inseparáveis da mesma história.

