Terça-feira, Novembro 30, 2021

Noite épica de Jorge Palma no CCB

Noite épica de Jorge Palma no CCB

Noite épica de Jorge Palma no CCB, perante casa cheia!

O Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) recebeu o espectáculo “70 voltas ao sol” de Jorge Palma.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes e Carlos Pedroso

O espectáculo “Jorge Palma – 70 Voltas ao Sol” nasceu com o intuito de celebrar em palco o seu 70.º aniversário. Foi realizado pela primeira vez em Setembro de 2020, no Castelo de São Jorge, em Lisboa, tendo agora sido levado ao palco do CCB (ao qual voltará em Dezembro, numa data extra) e na próxima semana sobe ao Norte, na Casa da Música, no Porto.

Perante casa cheia, Jorge Palma proporcionou, indiscutivelmente, um dos melhores concertos de 2021 em Portugal.

Além de Jorge Palma, o espectáculo contou com uma orquestra de câmara constituída por 14 elementos, com a direcção e selecção dos músicos a cargo do Maestro Cesário Costa.

Os arranjos de alguns dos temas mais emblemáticos de Jorge Palma, ficaram a cargo dos pianistas e compositores, Filipe Melo e Filipe Raposo.

Maioritariamente ao piano, excepto num dueto com Cristina Branco, no tema ‘Margarida’, e no encore, Jorge Palma pincelou de arte uma noite de emoções fortes e de júbilo constante que levou o público a levantar-se e aplaudi-lo prolongadamente por várias vezes.

A ligação da orquestra com Jorge Palma foi extraordinária, resultando num concerto que deveria orgulhar todos os portugueses. Genial, inspiradora, única ou imortal são adjectivos que facilmente se podem alocar à obra de Palma.

As suas canções, de tão boas que são, podem ser interpretadas com várias roupagens e formatos, que serão sempre de qualidade indiscutível. Porque na sua base está uma rara qualidade e valorização da palavra, que os tempos modernos por vezes parecem esquecer-se.

Com um percurso ímpar, uma criatividade que parece inesgotável e dando a volta a todas as vicissitudes da vida, Jorge Palma é um património nosso, de Portugal, que deve ser valorizado, ouvido, acarinhado, idolatrado mesmo.

Em Lisboa, contou com um público dos 3 aos 80 anos, com crianças de tenra idade junto dos mais velhos. A sua obra é passada de geração em geração, provocando um encandeamento a quem com ela se cruza.

No mundo de Palma, ou Terra dos Sonhos se preferirem, cada um pode sonhar o que quer e viajar nas histórias que constam dos temas do artista. Há uma garantia, fica claramente diferente depois de consumir a arte do músico, compositor e cantor.

Numa noite épica, daquelas que perdurarão anos na memória de quem assistiu, Jorge Palma soltou-se por completo e teve momentos muito divertidos na comunicação com o público. Momentos esses que ajudaram a que a viagem que fizemos pelo mundo dele, que é também nosso, fosse ainda mais prazerosa.

Será difícil pedir-lhe mais 70 voltas ao sol, mas sonhemos com isso. Porque enquanto sonharmos, seremos sempre mais felizes. E enquanto tivermos Jorge Palma, teremos sempre muita estrada para andar no que à arte e aos sonhos diz respeito.

O final de espectáculo foi arrepiante. Primeiro com todo o público a cantar o refrão do tema “A Gente Vai Continuar”, depois a pedir encore, a que Palma acedeu, e depois num prolongado aplauso que obrigou o músico a vir agradecer novamente ao palco.

Nota: Além de um som extraordinário, grande destaque para o jogo de luzes da responsabilidade de Hugo Coelho.

Alinhamento:

O meu amor existe
Quem és tu, de novo?
Bairro do Amor
Deixa-me rir
Passos em volta
Canção de Lisboa
O lado errado da noite
À espera do fim
Frágil
Balada de um estranho

Junto à Ponte
Acordar tarde
Canção de Vida
Valsa de um homem carente
Estrela do Mar (Com Cristina Branco)
Margarida (Com Cristina Branco)
Essa miúda
Encosta-te a mim
Portugal, Portugal
Jeremias, O fora da lei
Terra dos Sonhos
A Gente vai continuar

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