Operafest Lisboa e Oeiras regressa com Turandot, Mozart e novas óperas portuguesas

Operafest Lisboa e Oeiras regressa com Turandot, Mozart e novas óperas portuguesas, segundo foi revelado em comunicado.

O Operafest Lisboa e Oeiras está de volta para a sua 7.ª edição, entre 5 de agosto e 11 de setembro. O festival, liderado pela soprano Catarina Molder e produzido pela Ópera do Castelo, volta a cruzar grandes clássicos, criação contemporânea, cinema, conferências e formação.

Este ano, a programação apresenta-se sob o tema “enigma” e celebra o centenário de “Turandot”, de Giacomo Puccini. O festival arranca em Oeiras, no Convento da Cartuxa, em Caxias, e segue depois para vários espaços de Lisboa.

Festival regressa sob o signo do “enigma”

Em comunicado, a organização apresenta o Operafest como “𝗔 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹” e sublinha o regresso do festival “𝗻𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘀𝗲́𝘁𝗶𝗺𝗮 𝗲𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟱 𝗱𝗲 𝗔𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗮 𝟭𝟭 𝗱𝗲 𝗦𝗲𝘁𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗲𝗺 𝗢𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗲 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮, 𝘀𝗼𝗯 𝗮 𝗲́𝗴𝗶𝗱𝗲 𝗱𝗼 ‘𝗲𝗻𝗶𝗴𝗺𝗮’”.

A edição de 2026 pretende juntar tradição e vanguarda. Além dos títulos de repertório, o programa inclui estreias absolutas, novos formatos, cine-ópera, conferências, masterclasses e workshops.

Segundo a mesma nota, trata-se de “𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝗻𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗶𝗺𝘂𝗹𝗮𝗻𝘁𝗲, 𝗰𝗼𝗻𝗷𝘂𝗴𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝘃𝗮𝗻𝗴𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗮 𝗻𝗼𝘃𝗼𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼𝘀”.

Turandot abre edição no Convento da Cartuxa

O arranque acontece em Oeiras, nos Claustros do Convento da Cartuxa, em Caxias. O espaço será transformado numa sala de ópera ao ar livre.

O primeiro grande destaque é “Turandot”, última ópera de Giacomo Puccini. A obra celebra o centenário e chega numa produção original do Hessisches Staatstheater de Wiesbaden, estreada em 2024.

Em comunicado, Catarina Molder destaca a importância desta escolha: “𝗘𝘀𝘁𝗲 𝗮𝗻𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝗰𝗼 𝗮 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝘂́𝗹𝘁𝗶𝗺𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝘂𝗰𝗰𝗶𝗻𝗶 𝗧𝘂𝗿𝗮𝗻𝗱𝗼𝘁, 𝗻𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗿𝗿𝗮𝗻𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗼 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗿𝗮𝘇𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗲𝗻𝗰𝗲𝗻𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗲𝗻𝗰𝗲𝗻𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮 𝗲 𝗰𝗲𝗻𝗼́𝗴𝗿𝗮𝗳𝗮 𝗮𝗹𝗲𝗺𝗮̃, 𝗗𝗮𝗻𝗶𝗲𝗹𝗮 𝗞𝗲𝗿𝗰𝗸 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗻𝗰𝗲𝗻𝗼𝘂 𝗻𝗮 𝗲𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗼 𝗢𝗽𝗲𝗿𝗮𝗳𝗲𝘀𝘁, 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲𝗶𝗮 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮́𝘃𝗲𝗶𝘀 𝗲𝗺 𝟮𝟬𝟮𝟱:”𝗝𝘂𝗹𝗶𝗲” 𝗱𝗲 𝗣𝗵𝗶𝗹𝗶𝗽𝗽𝗲 𝗕𝗼𝗲𝘀𝗺𝗮𝗻𝘀” 𝗲 “𝗩𝗮𝗻𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗺𝘂𝗲𝗹 𝗕𝗮𝗿𝗯𝗲𝗿. É 𝘂𝗺𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗲𝘅𝘁𝗿𝗮𝗼𝗿𝗱𝗶𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗮, 𝘂𝗺 𝗮𝘂𝘁𝗲̂𝗻𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗳𝗶𝗹𝗺𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝘃𝗲𝗻𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀, 𝘀𝗼́ 𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗹𝗲𝗺𝗯𝗿𝗮 “𝗢𝘀 𝘀𝗮𝗹𝘁𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗮𝗿𝗰𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗶𝗱𝗮”, 𝗷𝗮́ 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗮 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝘂𝗰𝗰𝗶𝗻𝗶, 𝗲𝗺 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗲𝘀𝗽𝗹𝗲𝗻𝗱𝗼𝗿”.

A direção musical é de Osvaldo Ferreira. O elenco internacional é protagonizado pela soprano russa Olesya Golavenva e pelo tenor mexicano Rodrigo Garull.

Mozart também chega à Cartuxa

Ainda em Caxias, o Operafest apresenta “As Bodas de Fígaro”, de Mozart. A obra conta com encenação de Mónica Garnel e direção musical de Pedro Carneiro.

O espetáculo junta um elenco de talento nacional e a Orquestra de Câmara Portuguesa. Depois de “A Flauta Mágica”, a estrutura regressa ao universo de Mozart.

A organização recorda que a ópera, com libreto de Lorenzo da Ponte, parte da obra de Beaumarchais e cruza humor, enganos, desejo e crítica social.

Para Catarina Molder, esta diversidade é central na identidade do festival: “É 𝘂𝗺 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝗼 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼𝘀, 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮𝘁𝗿𝗮𝗶𝗿 𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝗰𝘁𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗳𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗼 𝗯𝗮𝗿𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗲 𝗶𝗻𝘁𝗿𝗼𝗱𝘂𝘇𝗶𝗿 𝗻𝗼𝘃𝗼𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗮𝗼𝘀 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗰𝗹𝗮́𝘀𝘀𝗶𝗰𝗼𝘀”.

Lisboa recebe performances, cinema e conferências

Depois de Oeiras, o festival regressa a Lisboa com várias propostas. No ciclo Ópera Satélite, “Anátema” celebra Camilo Castelo Branco, juntando Catarina Molder à bailarina e coreógrafa Tânia Carvalho.

A performance será apresentada no Museu de Lisboa – Teatro Romano. Já “Enigma, Névoa e Nada” desafia Gustavo Sumpta a explorar o tema desta edição na Sala Estúdio Valentim de Barros.

No ciclo Cine-Ópera, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, a programação inclui “E la nave va”, de Federico Fellini, “Turandot”, de Franco Zeffirelli, “Amadeus”, de Milos Forman, e “Aria”.

Além disso, o âmbito cultural do El Corte Inglés recebe conferências de João Paulo André e Jorge Rodrigues. Entre os temas estão “Turandot: a femme fatal de Puccini?”, “Amor & Arsénico: a química nos bastidores da ópera” e “Mozart e os delitos conjugais”.

Ópera contemporânea fecha edição no Teatro Camões

O encerramento acontece no Teatro Camões, com a 5.ª edição da Maratona Ópera XXI. O concurso nacional de ópera contemporânea apresenta duas estreias absolutas.

As obras são “Vida Secreta de Coisa”, de Francisco Lima da Silva, e “Último Andamento”, de Pedro Laranjeira Finisterra. Ambas partem de libretos originais de Miguel Castro Caldas.

Segundo o comunicado, “Vida Secreta de Coisa” aborda questões ligadas à inteligência artificial e plataformas digitais de serviços. Já “Último Andamento” evoca a gentrificação e a desumanização das cidades.

As duas óperas têm encenação de Rita Calçada Bastos e direção musical de Diogo Costa. A melhor obra receberá o Prémio Maratona Ópera XXI.

Catarina Molder sublinha a importância deste concurso: “𝗢𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗮 𝟱ª 𝗲𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝘂́𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿𝗮̂𝗻𝗲𝗮 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 – 𝗠𝗮𝗿𝗮𝘁𝗼𝗻𝗮 𝗢́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗫𝗫𝗜 𝗲 𝘂𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗿𝗮𝗰𝘁𝗲𝗿𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗲𝗺 𝗮𝘀𝗽𝗲𝗰𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗼𝗽𝗲𝗿𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮 (𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝘀𝗶𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗹𝗶𝗯𝗿𝗲𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝗰𝗿𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀, 𝗶𝗻𝘁𝗲́𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝘀), 𝗲𝗺 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝘁𝗮́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹, 𝗮𝗽𝗿𝗼𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀 𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗮𝘃𝗮𝗹𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗷𝘂́𝗿𝗶 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮́𝗿𝗲𝗮𝘀. 𝗘𝘀𝘁𝗮 𝗲𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗲𝗺 𝗻𝗼𝘃𝗮𝘀 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝗲́𝗱𝗶𝗮 𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗹𝗶𝗯𝗿𝗲𝘁𝗼𝘀 𝗼𝗿𝗶𝗴𝗶𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗶𝗴𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗮𝗹𝗱𝗮𝘀, 𝗰𝗼𝗺 𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝘁𝗲𝗺𝗮𝘀 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗳𝘂𝗻𝗱𝗼𝘀 𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺 𝗵𝘂𝗺𝗼𝗿 𝗶𝗻𝗰𝗼𝗻𝗳𝘂𝗻𝗱𝗶́𝘃𝗲𝗹”.

“Ópera com entusiasmo de festival pop”

O Operafest nasceu durante a pandemia e tem procurado alargar o público da ópera. Catarina Molder volta a defender essa visão na nova edição.

“𝗦𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗲𝗶 𝗻𝗼 𝗢𝗽𝗲𝗿𝗮𝗳𝗲𝘀𝘁 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮, 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗲́ 𝗳𝗿𝘂𝗶́𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗲𝗻𝘁𝘂𝘀𝗶𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗽𝗼𝗽”, afirma.

Além disso, a responsável destaca o papel do festival na renovação de públicos e carreiras.

“𝗔𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝘃𝗲𝗿𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗢𝗽𝗲𝗿𝗮𝗳𝗲𝘀𝘁 𝗲́ 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗼𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗶𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗲 𝗶𝗻𝘁𝗲́𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗴𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀”, sublinha.

Também acrescenta: “𝗢 𝗢𝗽𝗲𝗿𝗮𝗳𝗲𝘀𝘁 𝗲́ 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗮𝗹𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝗹𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝗱𝗼 𝗲 𝗽𝗼𝘁𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗮𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀”.

Criação contemporânea como prioridade

A programação de 2026 volta a colocar a criação contemporânea no centro do festival. Para Catarina Molder, essa aposta é essencial para o futuro da ópera.

“𝗔 𝗮𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗻𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿𝗮̂𝗻𝗲𝗮 𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀: 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝘀𝗶𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗶𝗻𝘁𝗲́𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝗻𝘂𝗺 𝗮𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝗿𝗲𝗽𝗲𝗿𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼, 𝗲́ 𝗽𝗿𝗶𝗼𝗿𝗶𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗿 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝗰̧𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝘂𝘀𝗲𝘂, 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗺𝗼𝘃𝗲 𝗾𝘂𝗮𝘀𝗲 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼. 𝗢 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗿𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗻𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝗱𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗴𝗹𝗼𝗯𝗮𝗹, 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗼́ 𝗮 𝗻𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝗱𝗼 𝗿𝗲𝗽𝗲𝗿𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼, 𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝗰̧𝗮 𝗻𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗮𝗿𝘁𝗲𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿𝗮̂𝗻𝗲𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗳𝗼𝗿𝗮”.

O Laboratório Ópera XXI reforça esta dimensão com masterclasses de canto e o workshop “Construindo personagens cantantes”, orientado por Mónica Garnel no Teatro da Comuna.

Apoios e bilheteira

A 7.ª edição do Operafest Lisboa e Oeiras conta com o apoio da Direção-Geral das Artes – Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.

O Município de Oeiras é parceiro institucional e de programação. O BPI Fundação “la Caixa” surge como mecenas principal.

A edição conta ainda com a parceria institucional da Câmara Municipal de Lisboa e do Turismo de Lisboa. Segundo o comunicado, cerca de um quarto do orçamento depende do retorno de bilheteira.

Agenda principal

O warm-up acontece a 22 de julho, às 18h30, com a conferência “Turandot: a femme fatal de Puccini?”, por João Paulo André, no âmbito cultural do El Corte Inglés.

“Turandot” sobe ao palco no Convento da Cartuxa, em Caxias, nos dias 5, 6, 8 e 9 de agosto, sempre às 21h00.

“As Bodas de Fígaro” será apresentada no mesmo espaço nos dias 14 e 15 de agosto, às 21h00.

Já o ciclo Cine-Ópera passa pela Cinemateca Portuguesa entre 1 e 10 de setembro, com “E la nave va”, “Turandot”, “Amadeus” e “Aria”.

“Anátema” será apresentada no Museu de Lisboa – Teatro Romano, a 3 de setembro, em três horários. “Enigma” chega à Sala Estúdio Valentim de Barros, a 5 de setembro.

O workshop “Personagens Cantantes” decorre a 5 e 6 de setembro, no Teatro da Comuna.

As conferências “Amor & Arsénico: a química nos bastidores da ópera” e “Mozart e os delitos conjugais” acontecem a 7 e 9 de setembro.

O fecho está marcado para 11 de setembro, às 20h00, no Teatro Camões, com “Vida Secreta de Coisa” e “Último Andamento”.

Como sintetiza o comunicado, o Operafest apresenta-se como “𝗼 𝗳𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 ‘𝗳𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗰𝗮𝗶𝘅𝗮’ 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝘀𝗲 𝗳𝗿𝘂𝗶 𝗼́𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗲𝗻𝘁𝘂𝘀𝗶𝗮𝘀𝗺𝗼 𝗣𝗢𝗣!”

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