Padre Ricardo Esteves deixa reflexão impactante: “Nenhum sofrimento é castigo dado por Deus”

Padre Ricardo Esteves deixa reflexão impactante: “Nenhum sofrimento é castigo dado por Deus”, assinalou o pároco.

Na manhã deste sábado, 24 de maio, o Padre Ricardo Esteves recorreu às redes sociais para partilhar uma mensagem que tocou profundamente os seus milhares de seguidores. A publicação, feita no Instagram, abordou um tema sensível e universal: o sofrimento das pessoas boas face à aparente prosperidade das más.

Logo no início, o sacerdote deixou uma pergunta provocadora: “Porquê que pessoas boas sofrem e pessoas más prosperam?”. Uma questão que, como reconhece, muitos levantam quando se deparam com injustiças ou dificuldades. A partir daí, desenvolveu uma reflexão teológica e emocional sobre fé, dor e propósito.

“Muitos questionam-se acerca do sofrimento injusto, e bem… faz parte de querer entender as razões ou então simplesmente querem justificar a falta de proximidade com Deus para poderem viver uma vida ao nosso jeito e trejeito”, escreveu.

De seguida, o padre referiu-se ao contraste entre vidas pautadas pela bondade e sofrimento, e outras que, mesmo afastadas da fé ou da empatia, parecem correr sem percalços. “Quantas pessoas bondosas e de fé desenvolvem doenças cruéis que adoecem o próprio e os que estão à sua volta? São muitas essas pessoas! Enquanto outras, sem bondade, sem fé, sem empatia, sem altruísmo, sem amor ou compaixão pelo outro levam uma vida perfeita”, destacou.

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Contudo, rejeitou que tal cenário seja uma injustiça divina. “Não é Deus que permite ou castiga com a doença, porque Deus é o amor”, sublinhou. Para o sacerdote, a explicação pode estar nas armadilhas do mal: “O mal pode usar o conforto como armadilha para afastar as pessoas de Deus”.

Numa das passagens mais fortes da mensagem, alertou: “Nenhum sofrimento é castigo dado por Deus, nem toda a ausência de dor é benção. Às vezes, o diabo deixa a vida do pecador confortável para que ele não perceba que está preso, até que seja tarde demais”.

A concluir, deixou um apelo à introspecção e fé: “Não te enganes com uma vida ‘boa’ se essa vida está desconectada de Deus. Às vezes, alimentamos uma ilusão, até que a realidade encarrega-se de nos abrir os olhos”.

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