Pedro Chagas Freitas defende Lena d’Água: “Tenho vergonha de pessoas assim”

Pedro Chagas Freitas defende Lena d’Água: “Tenho vergonha de pessoas assim”, assinalou o conhecido escritor.

Escritor encantado com os novos temas da cantora

O escritor Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão emocionada sobre Lena d’Água, artista que considera estar mais viva e corajosa do que nunca.

Na publicação, começou por revelar a sua experiência ao ouvir a cantora durante uma longa viagem. “Hoje fiz mais de quatro horas de viagens de carro. Fui a ouvir os temas mais recentes da Lena d’Água. Foi uma descoberta. Está arriscada como sempre, talvez mais do que nunca. Que imensa artista é alguém assim, que se reinventa com a bravura dos que se atiram inteiros; é esse o talento maior, e sobretudo o mais raro”, escreveu.

“A idade vale porra nenhuma”

O autor não poupou elogios à capacidade de reinvenção da cantora. “Esta Lena, que redescobri hoje, está mais viva do que a Lena que encantou Portugal há muitos anos. A idade vale porra nenhuma; o que conta é o talento”, sublinhou.

No entanto, admitiu ter ficado chocado com os comentários que encontrou online. “Fui à procura. Numa pesquisa rápida, fiquei enojado. Apareceram-me os comentários de dezenas, centenas, de palermas, muitas delas mulheres, a esta imagem. Li coisas escabrosas, desumanas, asquerosas: chamam-lhe ‘gorda’, ‘velha’, ‘decadente’, ‘louca’. Tenho vergonha de pessoas assim”, desabafou.

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Um ataque à superficialidade

Em tom firme, Pedro Chagas Freitas criticou duramente a forma como muitos lidam com a arte e a imagem pública. “Já o tinha escrito; escrevo de novo: a Lena d´Água tem uma liberdade que todos, todos todos todos, esses que lhe apontam o dedo pelo supérfluo gostariam de ter. Nunca terão. Só têm a coragem dos cobardes: a de quem critica o básico, o superficial, para se salvar do poço sem fundo das suas frustrações. Há por aí tantos pelotões de fuzilamento digital”, apontou.

“O ódio é a coisa mais feia do mundo”

Por fim, o escritor destacou a importância da arte como antídoto contra a ignorância. “Está feito. Agora vou ao que interessa: ouvir a Lena mais um pouco. A melhor maneira de combater a estupidez é ouvir música, ler, escrever, pintar, dançar, ir ao teatro, ao cinema, consumir arte. A estupidez odeia o belo. O ódio é a coisa mais feia do mundo. Obrigado pela beleza que trazes ao mundo, Lena”, concluiu.

Veja a publicação AQUI.

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