Pedro Chagas Freitas reflete sobre a fé após internamento de Benjamim: “Não é racional; é real”

Pedro Chagas Freitas reflete sobre a fé após internamento de Benjamim: “Não é racional; é real”, disse.

Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão intensa sobre a fé, a resistência e a forma como a esperança se manifesta nos momentos mais difíceis.

No texto, o escritor parte dos meses de internamento de Benjamim para falar de uma fé que, segundo defende, não se limita à religião. Antes, surge como presença humana, força coletiva e recusa da desistência.

A fé sentida durante o internamento

Pedro Chagas Freitas começou por assumir o respeito profundo que tem pela fé. Depois, explicou que essa força foi sentida de forma concreta durante o internamento de Benjamim.

“Tenho um respeito sagrado pela fé. Durante os meses de internamento do Benjamim, foi palpável. Era uma presença, não era uma doutrina. Foi uma forma de resistência, uma negação da desistência.”

Assim, o escritor enquadrou a fé como algo que ultrapassa a ideia de crença formal. Para Pedro Chagas Freitas, há uma dimensão humana que até quem não crê consegue reconhecer.

“Mesmo quem não crê tem de acreditar na fé. Na fé como fenómeno humano, como pulsação comum, como contágio inevitável. A fé existe para lá da crença. Epidemiza-se, salva por osmose. Por contaminação.”

A força de quem reza, cuida e permanece

Na mesma publicação, o autor recordou o ambiente vivido no hospital. A fé, escreveu, estava em quem rezava, em quem cuidava e em quem enviava sinais de presença.

“Eu senti-a ali, no hospital. Senti-a de quem rezava, de quem cuidava, de quem enviava e-mails, mensagens, vídeos cómicos. Era impossível não ser arrastado.”

Além disso, Pedro Chagas Freitas sublinhou que a fé não precisa de explicação para existir. Não se mede, não se prova, mas faz-se sentir.

“A fé não se explica, não se prova, não se mede. Não é racional; é real. A fé não é a certeza de que as coisas vão ficar bem; é a certeza de que não deixaremos de tentar.”

Fátima e a recusa de aceitar o acaso

A reflexão estendeu-se ainda a Fátima e aos milhares de pessoas que ali procuram força, sentido ou apenas um lugar onde a dor possa respirar.

“Em Fátima, no meio destes milhares, estariam muitos assim, com a mesma obstinação de quem se recusa a ser reduzido ao acaso.”

Por fim, Pedro Chagas Freitas fechou a publicação com uma ideia forte sobre a fé como gesto de resistência.

“A fé é o protesto mais nobre contra a indiferença do universo.
É a fé a forma mais sublime de desobediência.”

Veja a publicação AQUI.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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