Porquê um Dia Internacional da Mulher? 

Porquê um Dia Internacional da Mulher? 

Este dia serve para honrar todos aqueles que lutaram e lutam pelo feminismo.

Até hoje, nenhum país atingiu plenamente a igualdade entre géneros. Alguns países até estão a regredir neste sentido, como é o caso do Afeganistão, com a entrada dos Talibã para o governo.

Em pleno século XXI, falar das mulheres, por si só, e do seu papel e posição social deveria ser um tema obsoleto e completamente desnecessário. No entanto, as disparidades económicas, sociais e humanas entre géneros continuam a ser grandes. 

A igualdade de género é um direito humano e uma condição de justiça coletiva. Numa sociedade desenvolvida e igualitária, todos e todas devem gozar das mesmas oportunidades, direitos e deveres, já que para todos os géneros devem ser consideradas as mesmas condições à educação, oportunidades de trabalho e carreira profissional. 

No último estudo elaborado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, em Portugal, a percentagem de mulheres a acabarem o ensino superior é de 33%, enquanto que a percentagem de homens é de 19,9% (estudo efetuado entre 2000 e 2018).

No entanto, o papel das mulheres no sistema empresarial é tendencialmente secundário, como também acontece em papéis de grande responsabilidade política e social, onde os género masculino continua a dominar. O mundo continua a ser “masculino”.  

Em Portugal, as mulheres continuam a trabalhar mais horas, já que continuam a ser, em larga escala, as “cuidadoras” dos filhos e do lar.

São também discriminadas em relação à sua forma de estar, de falar, de vestir…no fundo, são educadas para terem uma forma de comportamento distinta dos homens, com menos liberdade e mais preconceitos em relação ao “ser”, só pelo fato de nascerem ou se sentirem mulheres. 

Os problemas do foro mental também afetam mais mulheres, já que estas estão expostas diariamente a uma pressão imensa. Desde o fato da gravidez e tudo o que está relacionado com as primeiras necessidades básicas de um bebé, passando pelos padrões irreais estéticos, até à repressão sexual, etc…

Segundo a OMS, foram as mulheres que sofreram mais depressões e episódios de ansiedade durante o período Covid.Apesar do caminho já percorrido, no sentido de diminuir o gap entre direitos e deveres entre os géneros, ainda há muito trabalho por fazer!

A luta pela igualdade e contra a intolerância continua. 
Há que celebrar o Dia 8 de Março, até deixar de ser necessário fazê-lo.

Sobre Susana Madureira:

Coach.
Certificação de Coach pela Escuela Europea de Coaching, em Valência, Espanha.
Exercendo há mais de 5 anos, tem experiência em coaching pessoal e coaching de equipas.
Está neste momento a colaborar com a equipa de patinagem artística do União Desportivo Vilafranquense. 

Instagram: AQUI

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