Susana Dias Ramos fala sem filtros sobre sexo e esclarece polémica do “homem macho”

Susana Dias Ramos fala sem filtros sobre sexo e esclarece polémica do “homem macho” em conversa com Flávio Furtado.

Susana Dias Ramos voltou a falar abertamente sobre intimidade e relacionamentos. A psicóloga e comentadora esteve no «The Leite Show», programa conduzido por Flávio Furtado, e respondeu sem rodeios às perguntas do apresentador.

Durante a conversa, enumerou comportamentos que considera inadequados nas relações sexuais, abordou a falta de educação sexual e explicou por que motivo alguns homens também fingem orgasmos.

Além disso, Susana Dias Ramos recuperou a polémica criada quando afirmou gostar de um “homem macho”, garantindo que as suas palavras foram mal interpretadas.

Comportamentos que Susana Dias Ramos rejeita na cama

Numa das rubricas do programa, Flávio Furtado recordou uma lista de recomendações que a convidada já tinha partilhado publicamente.

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Entre os comportamentos reprovados por Susana Dias Ramos estão colocar a língua no ouvido do parceiro, dar trincadelas excessivas e usar saliva como lubrificante.

A psicóloga deixou ainda um alerta sobre palmadas em zonas particularmente sensíveis.

“Não se dá palmadas na zona genital a magoar. São coisas que têm que ter algum recado”, afirmou.

Para Susana Dias Ramos, a comunicação entre o casal é essencial. Os parceiros devem explicar aquilo de que gostam e estabelecer limites, evitando desconforto ou situações embaraçosas.

Psicóloga critica falta de educação sexual

A conversa avançou depois para o conhecimento que existe em Portugal sobre sexualidade. Susana Dias Ramos concordou com a ideia de que os portugueses continuam a apresentar pouca literacia nesta área.

Na sua opinião, aquilo que é ensinado nas escolas permanece demasiado limitado à contraceção, à reprodução e à prevenção.

“Nós não temos educação sexual. Tu na escola aprendes a ler, a escrever, a fazer contas, rios, vales, línguas estrangeiras. Tu não aprendes a amar, não aprendes a ter relacionamentos, não aprendes a ter relações sexuais”, alertou.

A convidada considera que continuam a faltar espaços onde seja possível falar naturalmente sobre prazer, intimidade, corpo e relações afetivas.

Desta forma, muitas pessoas chegam à idade adulta sem ferramentas para compreender as próprias necessidades ou comunicar com quem partilham uma relação.

Homens também fingem orgasmos

Susana Dias Ramos revelou ainda que fingir o orgasmo não é um comportamento exclusivo das mulheres.

Segundo explicou, alguns homens passaram a enfrentar maiores dificuldades sexuais depois dos períodos de isolamento vividos durante a pandemia. As mudanças nos hábitos e nos estímulos terão afetado a resposta durante as relações.

“Quando voltamos ao mercado, entre aspas, depois deste confinamento muito grande, as relações sexuais não trazem esta dopamina necessária à ejaculação. Então os homens acabam por fingir, porque também não vão à busca da ajuda”, explicou.

Para a psicóloga, a vergonha e a resistência em procurar acompanhamento especializado contribuem para prolongar estes problemas.

Susana esclarece comentário sobre “homem macho”

Na reta final da entrevista, Flávio Furtado recuperou uma declaração da convidada que provocou várias críticas nas redes sociais.

Susana Dias Ramos tinha afirmado gostar de um “homem macho”. Contudo, considera que parte do público confundiu o conceito com machismo.

“As pessoas não leram gosto de um homem macho. Assim que eu disse essa frase e expliquei, as pessoas ouviram gosto de um homem machista”, lamentou.

A comentadora esclareceu que valoriza gestos de cavalheirismo, gentileza e cuidado. Entre os exemplos apresentados estão abrir a porta ou assumir o pagamento de um jantar.

Na sua perspetiva, a independência das mulheres não deve obrigar ao desaparecimento dessas atitudes numa relação.

“O meu marido é um homem feminista”

Para explicar a diferença entre os conceitos, Susana Dias Ramos falou sobre o próprio casamento.

“O meu marido é um homem feminista e para ele é óbvio quem é que paga o jantar”, concluiu.

A convidada reforçou, assim, que apreciar comportamentos tradicionalmente associados ao cavalheirismo não significa aceitar desigualdade, controlo ou atitudes machistas.

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