Tânia Laranjo pronunciou-se, esta segunda-feira, 20 de outubro, sobre os protestos pela habitação em Lisboa e deixou fortes críticas ao comportamento de alguns manifestantes durante os momentos de maior tensão com a PSP.
A jornalista e comentadora da CMTV reconheceu a legitimidade das reivindicações relacionadas com a habitação, o custo de vida e o empobrecimento, mas considerou que os excessos registados no final da manifestação acabaram por prejudicar a própria causa.
«Passou duas horas a insultar a polícia»
Numa publicação feita na sua página de Facebook, Tânia Laranjo começou por destacar aquilo que considerou ter sido o momento mais negativo do protesto.
«Pior do que tudo foi o final. Um grupo de manifestantes, alguns de cara tapada, passou duas horas a insultar a polícia. Disseram tudo e mais alguma coisa. Gritaram, provocaram, chamaram-lhes nomes. E a PSP não reagiu.»
Apesar das críticas, a jornalista fez questão de separar o comportamento de alguns participantes das razões que estão na origem dos protestos.
«O mérito da causa é inegável. A contestação à falta de habitação, ao custo de vida e ao empobrecimento é legítima. Mas uma coisa é protestar, outra é achar que vale tudo.»
Tânia Laranjo considera que excessos «não ajudam a causa»
Na mesma publicação, Tânia Laranjo endureceu o tom ao avaliar os acontecimentos que testemunhou no final da manifestação.
«O que vimos no final foi um grupo de gente sem lei nem ordem, convencida de que pode fazer o que lhe apetece.»
Para a jornalista, comportamentos desta natureza acabam por deslocar o debate público das dificuldades enfrentadas por muitas pessoas para os incidentes protagonizados por uma minoria.
«E não, não ajuda a causa. Pelo contrário. Dá argumentos a quem prefere discutir os excessos de alguns a olhar para os problemas de muitos.»
As declarações surgem numa altura em que os protestos relacionados com a crise da habitação continuam a marcar a atualidade em Lisboa, com manifestantes a reclamarem respostas para os preços das rendas, os despejos e as dificuldades crescentes no acesso à habitação.
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