Tempestade Kristin provoca danos graves na casa histórica de José Cid na Anadia, segundo foi revelado pelo cantor.
Pinheiro centenário caiu sobre a habitação do músico durante a madrugada
A depressão Kristin deixou marcas significativas em várias regiões do país e José Cid foi um dos afetados pela força do mau tempo. Na madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro, um pinheiro centenário caiu sobre a casa histórica do músico, localizada na Anadia.
Apesar da violência do impacto, não houve feridos. O incidente provocou danos estruturais relevantes, incluindo a destruição de uma capela existente no interior da habitação.
Queda ocorreu enquanto a família dormia
Em declarações ao programa “Casa Feliz”, da SIC, José Cid explicou que o susto só foi percebido horas depois. Nesse contexto, revelou: “Eu estava a dormir. Aliás, eu e a Gabriela estávamos a dormir longe do pinheiro.”
O músico sublinhou que a situação poderia ter sido mais grave, uma vez que a filha se encontrava perto da zona atingida: “Quem estava perto do pinheiro era a minha filha, estava só a uma divisão a seguir.”
Além disso, lamentou os estragos num espaço com valor emocional: “Hoje, o que o pinheiro destruiu foi a capela, porque a casa tem uma capela interior.” E acrescentou: “Estou triste até porque a filha da Gabriela casou-se há muito pouco, há um mês, nesta casa.”
Árvore tinha valor histórico e familiar
Posteriormente, José Cid destacou a importância simbólica do pinheiro. Assim, explicou: “E este pinheiro foi plantado pelo meu pai.” De acordo com o cantor, tratava-se de uma árvore com mais de um século: “Este pinheiro tinha 100 anos, 100 e tal anos.”
Enquanto decorrem os primeiros trabalhos de recuperação, o músico adiantou: “Já a Gabriela, o nosso empregado de confiança e o Dr. João Menino já estão a tratar de resolver as coisas.”
Visivelmente impressionado, descreveu o impacto emocional do momento: “É realmente… Olha, é a primeira vez que eu vejo um acidente destes.” E contextualizou o cansaço acumulado: “Deitei-me às duas da manhã e estou a acordar agora a ver os estragos. É uma coisa impressionante, é isso.”
Impacto não foi ouvido por ninguém na casa
Apesar da queda da árvore, ninguém se apercebeu do momento exato. Sobre isso, José Cid foi claro: “Não ouvimos nada.” Segundo explicou, a disposição da casa e o cansaço foram determinantes: “Nós moramos no outro lado da casa e não ouvimos nada.”
O músico acrescentou: “Nem sequer a minha filha, que estava a 10 metros do acidente.” E concluiu: “Tivemos um sono muito pesado.” O trabalho em estúdio terá contribuído para isso: “Estava no estúdio com os músicos até a altas horas da noite a trabalhar.”
Solidariedade marca resposta ao infortúnio
Apesar da tristeza pelos danos numa casa de família que atravessou várias gerações, José Cid revelou uma atitude solidária. Nesse sentido, afirmou: “O que eu tenho de fazer agora é cortar a árvore, dar a lenha à população aqui da terra para aquecerem.”
O cantor garantiu ainda que irá avançar com a recuperação do imóvel: “Depois falar com o seguro e recuperar a casa.” Sobre o valor emocional do espaço, reforçou: “É a casa de herança do meu bisavô, do meu avô, do meu pai.” E confessou: “Eu estou um bocado triste, muito triste até.”
Casa mantém valor emocional e artístico
Por fim, José Cid destacou a ligação profunda à habitação. Assim, descreveu: “A casa é muito bonita, é igual à casa da rainha Dona Amélia em Versailles.” Acrescentou ainda: “É uma casa nova que, ainda por cima, tem todos os projetos da casa dentro dela.”
O músico recordou momentos marcantes da infância: “O sítio cá mais em baixo, onde eu toda a vida toquei piano em pequenito.” E concluiu com uma nota positiva: “Felizmente não se magoou ninguém.” Rematando com a decisão solidária: “Vou oferecer a madeira do pinheiro às pessoas necessitadas cá na terra, para se aquecerem neste inverno.”

