Luís Osório emociona-se ao falar de Diogo Jota: “Mesmo que pareça o fim do mundo, os anjos estão a celebrar”, referiu.
Uma reflexão íntima sobre o amor e a perda
Na edição de terça-feira, 8 de julho, do Postal do Dia, transmitido na RDP Antena 1, Luís Osório emocionou os ouvintes ao refletir sobre Diogo Jota e o amor incondicional que o unia à mulher da sua vida, Rute. A crónica surge dias depois do trágico falecimento da companheira do jogador.
Segundo o jornalista, “os jogadores da bola quando têm sucesso estão condenados a caminhar no deserto das tentações. Condenados a verem mulheres bonitas, condenados a conhecer pessoas que existem para lhes fazer todas as vontades, para lhes oferecer tudo a que têm direito”.
Contudo, Diogo Jota seria a exceção.
“Não por escolha, mas por Diogo nem sequer as ver, nem sequer perceber que estavam no seu caminho. Nos seus olhos apenas vivia a Rute, a mesma que encontrou numa manhã de primeiro dia de liceu”, acrescentou Osório, referindo-se ao início da história entre os dois.
Uma história de amor desde o liceu
Luís Osório recordou a simplicidade da relação que começou ainda no liceu de Gondomar. Um amor que resistiu ao tempo, à fama e às distrações de uma vida mediática.
“A menina de Gondomar, talvez sua vizinha, a mãe dos seus três filhos, a Rute de olhos bonitos a quem, depois do primeiro beijo, jurou que seria para sempre. E foi para sempre”, escreveu.
Três filhos e um casamento recente
A relação foi marcada por momentos felizes, como o casamento recente na Igreja da Lapa, no Porto, e os três filhos do casal: Dinis, de quatro anos, Duarte, de dois, e Mafalda, que nasceu em novembro.
“O seu vestido de princesa com um corpete e um decote em forma de coração. Os seus sorrisos luminosos. Os olhos de Rute que o apaixonaram na primeira vez que a viu a entrar no Liceu de Gondomar”, descreveu o jornalista, destacando a ligação profunda e duradoura entre o casal.
A fragilidade da vida em contraste com o eterno
Luís Osório também refletiu sobre a imprevisibilidade da vida e a dor de perder alguém tão próximo.
“Tudo pode acontecer num segundo. Um coração que falha subitamente, um carro que se despista, um atropelamento, uma queda injustificada. Somos pequenos perante esta imensidão de perguntas”, escreveu.
Por fim, terminou com uma mensagem de fé e esperança:
“Mesmo que pareça azar, mesmo que pareça o fim do mundo, os anjos estão a celebrar no paraíso a vitória do amor e da eternidade”.

