Tânia Laranjo critica caixas automáticas e fala em clientes transformados em trabalhadores

Tânia Laranjo critica caixas automáticas e fala em clientes transformados em trabalhadores nos supermercados.

Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para deixar uma reflexão crítica sobre as caixas automáticas nos supermercados. A jornalista ironizou sobre a experiência dos clientes, cada vez mais envolvidos em tarefas antes feitas por funcionários.

Na publicação, Tânia apontou o dedo à forma como a tecnologia é apresentada como inovação. Porém, segundo a própria, o processo acaba por exigir mais trabalho aos consumidores.

Uma crítica com ironia ao dia-a-dia nos supermercados

A publicação parte de uma situação comum: entrar numa loja para comprar produtos básicos e sair com várias tarefas acumuladas.

Tânia Laranjo escreveu: “Entramos na loja para comprar leite e pão e saímos com experiência em logística, pesagem, leitura ótica de códigos de barras e resolução de avarias informáticas.
Primeiro, é preciso pesar a fruta. Depois passar os artigos no leitor. Depois voltar a passar porque a máquina decidiu que não passou. Depois chamar um funcionário porque o sistema entrou em crise ao ver uma cebola. E, no final, responder ao segurança quando o alarme toca à saída, mesmo depois de termos feito metade do trabalho da empresa.”

Assim, a jornalista transformou uma rotina de supermercado numa crítica ao funcionamento das caixas automáticas.

“Transformaram cada compra numa espécie de estágio”

Depois, Tânia Laranjo foi mais directa no comentário. Para a jornalista, as caixas automáticas mudaram o papel do cliente dentro da loja.

Na mesma publicação, afirmou: “As caixas automáticas, na prática, transformaram cada compra numa espécie de estágio. O cliente faz tudo, o supermercado poupa salários e ainda nos dá a sensação de que estamos a usar tecnologia de ponta. Tão de ponta que basta pousar um saco no sítio errado para bloquear todo o sistema.”

Além disso, a crítica não ficou apenas na tecnologia. A publicação também abordou a redução do papel humano no atendimento.

Trabalhadores, clientes e máquinas no centro da crítica

Ainda em tom irónico, Tânia Laranjo deixou uma previsão exagerada sobre o caminho das compras em supermercado.

A jornalista escreveu: “Daqui a pouco, para comprar um iogurte, temos de descarregar a mercadoria do camião, repor a prateleira e fazer um curso informático.
Chamam-lhe inovação. Os trabalhadores chamam-lhe despedimentos. Os clientes chamam-lhe paciência. E as máquinas, quando bloqueiam pela quinta vez seguida, chamam um funcionário.”

Deste modo, a publicação juntou humor e crítica social. No centro da mensagem ficou a ideia de que a automatização pode poupar recursos às empresas, mas acrescenta tarefas ao consumidor.

Ao mesmo tempo, Tânia Laranjo deixou também uma nota sobre os trabalhadores. Para a jornalista, a chamada inovação não pode ser desligada do impacto no emprego e no atendimento ao público.

Veja a publicação AQUI.

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