ERC deixa aviso à CMTV após cobertura da morte de Sara Carreira

Numa deliberação disponível no site da ERC, esta entidade refere que a CMTV emitiu “50 segmentos televisivos” sobre a morte da cantora, por entre os quais se destaca um total de “19 horas e 25 minutos” de transmissão (referente aos dias 5, 6 e 8 de dezembro desse ano).

Embora no primeiro dia, a CMTV não divulgasse o nome da vítima, revelou vários detalhes que facilmente a identificavam.

Entre eles: os nomes de Bárbara Bandeira, Diana Lucas (irmã de Ivo Lucas) e até a matrícula do carro acidentado.

A certa altura, durante uma das ligações em direto para o local do acidente, a imagem mostra o referido jipe a ser rebocado, sendo visível a sua matrícula traseira. Esta imagem é repetida diversas vezes ao longo do segmento noticioso“, refere a ERC.

Cerca das 23h32, na última ligação em direto deste segmento para o Hospital de Santarém, a jornalista refere que, junto às personalidades anteriormente referidas, se encontram «alguns elementos da família Carreira», informação que repete mais três vezes“, acrescentou.

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A identificação de tais elementos não se revela consentânea com a proclamada reserva da identidade da vítima mortal, na medida em que, sobretudo os seus familiares conseguiriam associá-los à jovem com manifesta facilidade“, destacou a ERC.

Posto isto, a ERC refere que a CMTV desrespeitou “o direito à reserva da intimidade da vida privada, violando o disposto no artigo 26.º da Constituição da República Portuguesa“.

Foi pedido à CMTV que “respeite escrupulosamente o direito à privacidade, abstendo-se de difundir elementos que permitam a identificação de vítimas mortais de acidentes antes do seu conhecimento, por parte dos familiares, pelas vias oficiais e que paute a cobertura informativa dessas ocorrências por estritas razões de interesse público, abstendo-se de emitir repetidamente, com apelo a elementos emocionais, notícias que põem em causa direitos de terceiros“.

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