Nuno Markl assinala seis meses desde o AVC: “Tive a sorte do caraças de não morrer”, assinalou nas redes sociais.
Nuno Markl assinalou, esta quarta-feira, uma data particularmente marcante. O humorista recordou nas redes sociais que passaram seis meses desde o primeiro AVC, sofrido ainda em casa.
Na publicação, Markl fez um balanço entre o medo vivido naquele dia, a recuperação exigente dos últimos meses e a expectativa de voltar, aos poucos, à vida fora de casa.
Seis meses depois do susto
Nuno Markl começou por sublinhar a dimensão do que aconteceu há meio ano. O comunicador destacou, sobretudo, o facto de ter preservado duas capacidades essenciais para a sua vida pessoal e profissional.
“𝗙𝗮𝘇 𝗵𝗼𝗷𝗲 𝘀𝗲𝗶𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗲𝘀 – 𝗺𝗲𝗶𝗼 𝗮𝗻𝗼, 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗯𝗿𝗲𝗰𝗮! – 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗶𝘃𝗲 𝗮 𝘀𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗮ç𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗻ã𝗼 𝗺𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿 𝗲 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮𝗿 𝗶𝗻𝘁𝗮𝗰𝘁𝗮𝘀 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗳𝗲𝗿𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝗼𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼: 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮”, começou por escrever.
Depois, assumiu que o dia 20 de novembro ficou associado ao maior medo da sua vida. Ainda assim, não deixou de olhar para o desfecho com gratidão.
“𝗦𝗶𝗺, 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗼𝗿 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗻𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼, 𝗺𝗮𝘀 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘁𝗲𝗿 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼, 𝘀𝗮𝗶𝘂-𝗺𝗲 𝗮 𝘀𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲”, desabafou.
A recuperação como “escalada íngreme”
Ao longo da mensagem, Nuno Markl explicou que este período lhe trouxe várias aprendizagens. Uma das mais recentes prende-se com a perceção da própria força.
A recuperação tem sido exigente, mas o humorista reconhece que tem conseguido ultrapassar etapas que antes pareciam improváveis.
“𝗔 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 é 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻𝗲𝗶 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗶𝘃𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗮 𝗳𝗼𝗿ç𝗮 𝗿𝗲𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗱𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗮𝗹𝗮𝗱𝗮 í𝗻𝗴𝗿𝗲𝗺𝗲 𝗱𝗶á𝗿𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝘀𝗶𝗱𝗼 𝗮 𝗿𝗲𝗰𝘂𝗽𝗲𝗿𝗮çã𝗼. 𝗔𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹 𝘀𝗼𝘂 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼 𝗰𝗮𝘁𝗮𝗻𝗼. 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝗶𝘀𝘀õ𝗲𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗮𝘀 – 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗿 𝗰𝘂𝗲𝗰𝗮𝘀 𝘀ó 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗺ã𝗼 𝗲 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗻𝗮 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗮 – 𝗲𝗶𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝗾𝘂𝗮𝘀𝗲 𝗻𝗼 𝗯𝗼𝘀𝘀 𝗹𝗲𝘃𝗲𝗹 𝗾𝘂𝗲 é 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮𝗿 à 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗹á 𝗳𝗼𝗿𝗮”, escreveu.
Entre felicidade e ansiedade
Agora, Nuno Markl olha para o regresso à rotina como um desafio complexo, mas também esperançoso. O comunicador comparou essa fase a um puzzle difícil, mas com promessa de uma imagem bonita no fim.
“𝗤𝘂𝗲 é 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗱𝗶𝘇: 𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇, 𝗺𝗮𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯é𝗺 𝗮𝗻𝘀𝗶𝗼𝘀𝗼. 𝗠𝗮𝘀 𝗻ã𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝘀𝗼𝘇𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗻𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲 𝘀ã𝗼 𝗽𝗿ó𝘅𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝘃ó𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗲 𝗴𝗲𝗻𝘁𝗶𝗹𝗲𝘇𝗮 𝗺𝗲 𝘁ê𝗺 𝗱𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗼 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗺𝗲𝗶𝗼 𝗮𝗻𝗼. 𝗦𝗲𝗶𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗲𝘀, 𝗼𝘀 𝗽𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲”, concluiu.
Um balanço marcado pela gratidão
A publicação mostra um Nuno Markl consciente da gravidade do que viveu, mas também atento aos progressos alcançados.
Entre o susto, a recuperação e o apoio recebido, o humorista assinala seis meses de um percurso que descreve como duro, transformador e cheio de pequenas vitórias.
Veja a publicação AQUI.

