Pedro Chagas Freitas pede desculpa aos leitores após assinar quase dois mil livros em 24 horas, nas redes sociais.
Entre o humor, o cansaço e a gratidão, Pedro Chagas Freitas partilhou nas redes sociais um desabafo inesperado sobre uma maratona de autógrafos que o levou aos limites físicos.
O escritor revelou que passou mais de um dia a assinar livros que estão prestes a chegar aos leitores. Pelo caminho, a sua assinatura mudou tanto que decidiu explicar o motivo e pedir desculpa a quem receber os últimos exemplares.
Quase dois mil livros assinados em pouco mais de um dia
Na publicação, Pedro Chagas Freitas mostrou duas assinaturas diferentes. Uma feita no início do processo e outra já na reta final.
Entre ambas, segundo contou, ficaram quase dois mil livros autografados.
“Quero mostrar uma coisa. Estive ontem e hoje a assinar os livros que em muito breve chegam às vossas mãos. À esquerda está uma das primeiras assinaturas que fiz ontem; à direita está uma das últimas, que fiz já hoje de manhã. Entre uma e outra existem quase dois mil livros assinados em pouco mais de vinte e quatro horas.”
Ao olhar para o resultado, o próprio escritor reconheceu que a diferença é evidente.
“Nota-se bem a diferença. Parece outra pessoa, outro nome. Parece outro Pedro. Não é, asseguro-vos. Sou eu nos dois lados da fotografia.”
“O corpo tem limites. Eu descobri-os”
A explicação surgiu pouco depois.
Pedro Chagas Freitas descreveu o desgaste físico provocado por horas consecutivas de assinaturas e admitiu que o corpo acabou por dar sinais claros de exaustão.
“O corpo tem limites. Eu descobri-os. Os ombros começaram a doer. Tudo começou a doer: o pescoço, o pulso, a mão, os dedos. Às tantas não sabia qual das partes se queixava mais.”
O resultado refletiu-se diretamente no traço da assinatura.
“A assinatura foi mudando: ficou mais simples, mais rápida, mais parecida com um electrocardiograma.”
Apesar das dores, garantiu que não quis deixar nenhum exemplar por autografar.
“Estava de rastos. Mas não queria deixar ninguém sem assinatura. Nenhum livro ia ficar por assinar, nenhum leitor vai ficar desiludido. Cada livro tem uma pessoa do outro lado, uma história que merece ser respeitada, agradecida.”
Um pedido de desculpas com humor à mistura
Ao perceber o contraste entre as primeiras e as últimas assinaturas, o escritor decidiu dirigir-se diretamente aos leitores.
“Aqui estou para pedir desculpa a quem receber uma destas últimas assinaturas. Eu também olho para elas e penso: quem foi o indivíduo que autografou isto?”
A resposta chegou logo a seguir.
“Fui eu. Juro que fui.”
Contudo, a reflexão acabou por ganhar um tom mais profundo. Pedro Chagas Freitas encontrou naquela transformação uma metáfora para o próprio percurso da vida.
“Pode ser que nesta narrativa esteja a metáfora da vida: começou bonita, descansada, cheia de curvas, carregada de ambição; acabou como acabamos todos depois de muito amor dado: mais cansada, mais simples, mas profundamente mais humana.”
A promessa de uma nova assinatura
Mesmo depois da explicação, o autor insistiu no pedido de desculpa.
“Ainda assim, peço desculpa. Gostava que todas as assinaturas tivessem ficado iguais. Não ficaram.”
Por isso, deixou uma promessa aos leitores que possam sentir-se lesados pelo autógrafo mais apressado.
“Quero redimir-me. Apareçam numa apresentação, venham dizer-me: Pedro, fui eu que recebi aquela assinatura que parecia feita por uma gaivota em crise existencial.”
A reação imaginada pelo escritor é simples.
“Eu vou rir, vamos rir juntos, e vou assinar outra vez.”
E acrescentou, entre boa disposição e esperança de recuperação física:
“Desta vez, espero estar com os ombros recompostos, com o pescoço menos revoltado. Prometo.”
“Espero estar à altura do vosso carinho”
A publicação terminou com uma mensagem de agradecimento a quem continua a acompanhar o seu trabalho.
Depois de quase dois mil livros assinados em pouco mais de 24 horas, Pedro Chagas Freitas fez questão de deixar uma nota de reconhecimento aos leitores.
“Obrigado por continuarem desse lado.”
“Espero estar à altura do vosso carinho.”
Veja a publicação AQUI.

