Rita Mendes responde a críticas antes dos 50 anos: «A melhor resposta sempre foi uma vida bem vivida»

Rita Mendes responde a críticas antes dos 50 anos: «A melhor resposta sempre foi uma vida bem vivida», afirmou.

Rita Mendes está a poucos meses de completar 50 anos e decidiu responder às críticas que recebe por causa da forma como se veste, se expõe e fala sobre a própria beleza.

O desabafo foi publicado no Instagram a 16 de julho e acabou por ser analisado uma semana depois no «Passadeira Vermelha», da SIC Caras. Durante a emissão conduzida por Liliana Campos, Zulmira Garrido mostrou-se indignada com os ataques dirigidos à empresária e DJ.

Rita Mendes recusa pedir desculpa por se sentir bonita

Na publicação, Rita Mendes começou por estabelecer uma diferença entre o ambiente que encontra no Instagram e as críticas que diz receber no Facebook.

A empresária dirigiu a mensagem a quem considera que uma mulher próxima dos 50 anos deve moderar a forma como se apresenta ou pedir desculpa por continuar a sentir-se bonita.

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“Este post é dedicado a quem acha que uma mulher perto dos 50 devia pedir desculpa por se sentir bonita. Principalmente para o old school FB [os ‘moda antiga’ do Facebook] onde pareço fazer comichão a muitas alminhas tristes e revoltadas que aqui no rico Instagram convivo bem mais com o amor e a inspiração recíproca. Eu prefiro agradecer em vez de pedir desculpa por existir como sou”.

A reflexão não ficou limitada à aparência física. Rita Mendes recordou também as dificuldades que enfrentou, as mudanças que procurou fazer e os capítulos dolorosos que decidiu encerrar.

Corpo, doença e cicatrizes entram no desabafo

Prosseguindo o texto, a DJ agradeceu ao corpo pela resistência e à mente pela capacidade de reconstrução. A doença, as quedas e a procrastinação foram igualmente incluídas num balanço marcado pela procura de uma vida mais consciente.

“Agradecer ao corpo que resistiu. À mente que se reconstruiu. Às cicatrizes que me ensinaram. À procrastinação que tanto me faz sofrer como ser consciente do esforço que tenho de fazer para a superar. À doença que me obrigou a parar e a ouvir-me e a fazer melhor todos os dias, afastando-me do que me faz mal e fechando capítulos dolorosos. Às quedas que me lembraram, vezes sem conta, que ainda havia força para me levantar. Enquanto alguns gastam energia a criticar… eu continuo a viver. E a gostar até dos erros que me ensinam”, escreveu.

Perante os comentários negativos, Rita Mendes garantiu que pretende continuar concentrada no trabalho, na saúde e nos projetos pessoais.

Ao mesmo tempo, reconheceu que a autoestima atual resulta de um processo de conquista, ao contrário de uma fase anterior em que a considerava garantida.

«Continuo a sentir-me bonitaça»

A empresária assumiu que continua a enfrentar pessoas e ambientes que lhe retiram energia. Ainda assim, reforçou que não pretende abandonar os cuidados pessoais ou deixar de perseguir os seus objetivos.

“Continuo a trabalhar. Continuo a cuidar de mim. Continuo a lutar pela minha saúde. Continuo a construir os meus sonhos. Continuo a espalhar boa energia (mesmo com tanta energia marada e que me suga como se eu fosse um íman, mas que lá vou conseguindo contornar). E sim…continuo a sentir-me bonitaça. Talvez até mais do que antes. Porque antes era adquirido agora é conquistado”.

Rita Mendes rejeitou depois a ideia de que se considera perfeita. Pelo contrário, admitiu as suas imperfeições, mas recusou continuar a medir o próprio valor através das opiniões de desconhecidos.

As críticas ao uso de minissaias, calções ou biquínis foram também referidas na parte final da publicação.

Liberdade tornou-se na principal conquista

Prestes a celebrar o 50.º aniversário, a empresária apontou a liberdade como uma conquista mais importante do que a própria idade.

Para Rita Mendes, essa liberdade passa por ocupar espaço, escolher a roupa que pretende usar e envelhecer sem esconder a pessoa em que se tornou.

“Não porque ache que sou perfeita. De todo (não se passem já senhores que dizem que tenho que fazer mais ginásio ou senhoras que me chamam desavergonhada por usar mini-saia e calções e traçar a perna descontraidamente com uma pulseira no pé descalço enquanto falo de desenvolvimento humano e negócios). Mas porque finalmente deixei de medir o meu valor pela opinião de quem nunca caminhou um metro nos meus sapatos. Daqui a três meses faço 50. E talvez a maior conquista não seja a idade. É a liberdade. A liberdade de vestir um biquíni sem pedir licença. De ocupar espaço sem pedir desculpa. De envelhecer sem esconder quem sou. De continuar a acreditar que a nossa melhor versão não tem prazo de validade. Porque descobri uma coisa… a melhor resposta nunca foi um comentário. Sempre foi uma vida bem vivida. Pimbas ‘suas imbejojas’. Continuemos a ter um verão cheio de oportunidade de brilhar!”, terminou.

Zulmira Garrido reage no «Passadeira Vermelha»

A publicação foi recuperada no «Passadeira Vermelha» de quinta-feira, 23 de julho. Durante a conversa, Zulmira Garrido lembrou que Rita Mendes já tinha sido atacada por outros assuntos da sua vida pessoal.

A comentadora referiu, em particular, uma crítica relacionada com as pensões de alimentos dos filhos da empresária, mostrando-se incomodada com a violência dos comentários.

“Anterior a esta [crítica], viram aquela da pensão de alimentos de três pais diferentes? Também foi atacada por isso, por amor de Deus. As pessoas está tudo doente, está tudo louco”, afirmou.

Rita Mendes completa 50 anos dentro de três meses. Até lá, garante que continuará a viver sem pedir autorização para se sentir bonita ou para mostrar publicamente a sua forma de estar.

Veja a publicação AQUI.

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