Sara Prata deixa mensagem de apoio a Alcácer do Sal, através das suas redes sociais, alertando para cuidarmos da natureza.
Atriz partilha testemunho pessoal nas redes sociais
Perante as cheias que atingem várias localidades do país, Sara Prata recorreu ao Instagram para deixar uma reflexão sentida.
A publicação surgiu no sábado, 7 de fevereiro, depois da passagem de várias depressões por Portugal.
Desde o início, a atriz falou a partir da sua vivência no Alentejo.
Na legenda, escreveu: “O nosso Alentejo. Se hoje quisesse ir para o Torrão por esta estrada da primeira foto não seria possível.”
De seguida, explicou a dimensão do impacto: “As estradas que me levam até ao meu cantinho estão totalmente debaixo de água.”
E justificou a partilha: “É por tudo isto que se tem passado que preciso de partilhar este pensamento.”
António Aleixo citado como ponto de partida
Na mesma publicação, Sara Prata recorreu à poesia para enquadrar a situação.
A atriz citou uma quadra de António Aleixo:
“Quem prende a água que corre / É por si próprio enganado, / O ribeirinho não morre / Vai correr por outro lado”.
A partir desse verso, desenvolveu a sua leitura da realidade atual.
Como escreveu: “O que hoje se vê é precisamente isso.”
Natureza não castiga, responde
Na continuação do texto, a atriz apontou para alterações feitas pelo homem ao longo dos anos.
Referiu rios sem espaço, árvores abatidas e cidades expostas aos ventos.
Nesse sentido, afirmou: “A natureza não se revolta: responde. Não castiga: reequilibra.”
E acrescentou: “E fá-lo sempre, cedo ou tarde”.
Para Sara Prata, o problema não é recente.
Segundo explicou, “Durante anos, aqueles que falam em respeito pela natureza (…) foram tratados como chatos ou exagerados”.
Crítica ao modelo de crescimento urbano
Mais à frente, a atriz deixou uma crítica direta ao modelo de desenvolvimento adotado.
Falou de árvores cortadas, solo cimentado e construção sem limites.
Sobre isso, escreveu: “Cimenta-se tudo como se o chão fosse apenas um incómodo.”
E resumiu: “Cresce-se para cima, para os lados, para onde der!”
Um apelo claro ao respeito pelo equilíbrio natural
Na parte final, Sara Prata deixou uma mensagem pedagógica e direta.
Defendeu que proteger a natureza vai além da estética.
Como sublinhou: “Amar a natureza não é usá-la como cenário. É preservá-la no seu papel natural.”
E reforçou: “A preservação não é um luxo moral, é uma necessidade prática.”
A atriz terminou com um apelo sereno, sem apontar culpados.
Nas suas palavras finais, escreveu: “Não aponto dedos a ninguém, apenas quero relembrar a importância do amor à Natureza.”
A mensagem encerrou com um gesto de solidariedade.
“Mantenham-se seguros, e coragem para todos os que por estes dias enfrentam este desafio tão grande”.





